Campeonato do Mundo Hangzhou 2018

Campeonato do Mundo Hangzhou 2018

Portugal está representado com uma seleção de 10 nadadores (cinco masculinos e cinco femininos) no 14.º Campeonato do Mundo PC – Hangzhou (China), de 11 a 16 de dezembro, evento com a presença de mais de 900 nadadores de 150 países.

A seleção absoluta realiza um estágio de Preparação em Macau, de 1 a 8 de dezembro, com vista a ultimar a preparação e criar processo de adaptação ao fuso horário da competição que terá as eliminatórias às 09h30 locais menos oito horas em Portugal continental (01h30 da madrugada). As meias finais e finais começam às 19h00 locais, 11h00 em Portugal continental.

No Plano de Alto Rendimento e Seleções Nacionais de Natação Pura 2018, foram selecionados os seguintes nadadores:

Ana Catarina Monteiro (CFV - Fluvial Vilacondense) 100 Mariposa, 200M

Diana Margarida Durães (SLB - Benfica) 200 Livres, 400L, 800L, 200 Estilos, 400E

Raquel Gomes Pereira (SAD - Algés) 100 Bruços, 200B, 100E

Tamila Hryhorivna Holub (SCB Braga) 800L

Victoria Kaminskaya (SLB - Benfica) 200E, 400E

Alexis Manaças Santos (SCP - Sporting) 100E, 200E

Diogo Filipe Carvalho (CGA - Galitos) 100E, 200E

Gabriel José Lopes (ALN Louzan) 50 Costas, 100C, 200C

João Alexandre Vital (SCP Sporting) 400E

Miguel Duarte Nascimento (SLB -Benfica) 50L, 100L, 200L, 400L

O enquadramento técnico será assegurado pelos seguintes elementos:

Diretor Seleções FPN: Vasco Sousa

FPN: José Machado (DTN)

Treinadores Convidados: Élio Terrível (CGA); Ricardo Santos (SLB)

Fisioterapeuta: Renata Amaral

José Machado, DTN,

sobre o Estágio em Macau de 1 a 8 de dezembro: “em primeiro lugar, em relação ao estágio em Macau, posso dizer que há uma tentativa da Federação em proporcionar aos nossos melhores nadadores a oportunidade de estar o máximo tempo possível a experienciar que vão encontrar no Oriente. Há, agora, um ciclo de provas mais importantes que vão decorrer, de forma sistemática, no Oriente: na China, na Coreia e depois Japão. Já começamos com um estágio no Japão, no início da época. E no início da época, principalmente, para ver quais eram as condições que podíamos usufruir nesse mesmo estágio. As condições foram agradáveis e, portanto, vamos repetir esse estágio, pelo menos, mais duas vezes. Este estágio enquadra-se nessa mesma perspetiva e, neste caso em concreto, sobretudo na probabilidade de conseguirmos, em Macau, reunir as condições que, à partida, diria que são as ideias, com preparação em cima da competição.”

Quanto ao Mundial de Hangzhou (China) 11 a 16 de dezembro: “No que se refere à competição, e antes de mais, congratular pelo facto dos nadadores selecionados neste Campeonato do Mundo ter vindo sistematicamente a aumentar, a representação portuguesa. Os 10 nadadores selecionados asseguraram mínimos de acesso já definidos pela Federação Internacional. Portanto, há essa garantia de qualidade. Os mínimos são baseados no tempo da 16.º posição da edição anterior. À partida, a aspiração é essa: que todos os nadadores consigam classificações dentro dos 16 primeiros, porque se o nível não for muito diferente, do último campeonato, isso é um objetivo que deveria ser possível. É essa a base para o estabelecimento desses mesmos objetivos. Para além disso, é aquilo que é sempre: é a obtenção da melhor marca pessoal, neste caso, isso vai corresponder a um número significativo de recordes pessoais, já que a maior parte dos nossos representantes são recordistas nacionais, nessas mesmas provas e, portanto, será esse o resultado que é expectável desta participação. É para além de tudo uma oportunidade de competir num envolvimento semelhante àquele que vamos experienciar nas principais competições que fazemos.”

Objetivos para o futuro: “A partir de março, está aberto o período para a obtenção de mínimos para os Jogos Olímpicos. Portanto, esse é, antes de mais, o objetivo principal, até ao final do Ciclo. Pelo meio, temos um Campeonato do Mundo, que nos vai permitir aferir quais é que são as nossas reais possibilidades, nos jogos Olímpicos, a nível de competição, muito semelhante. O próprio local não é muito diferente, Coreia, Japão não são assim tão diferentes. Se fosse num outro continente seria diferente, mas são no mesmo. À partida, acho que é uma oportunidade muito boa. Aí sim, vamos já ter um filtro apertado, em relação aos nadadores que vão ter a possibilidade de nos representar, nos Jogos Olímpicos. Eu continuo a pensar e a acreditar que a participação nos Jogos Olímpicos vai ser significativamente mais alargada, apesar do rigor, da exigência e dos mínimos. Acho que vamos ter possibilidades de ser mais alargado. Continuo a acreditar que é apontar para oito nadadores conseguirem o mínimo para os Jogos. A perspetiva que tenho é que tudo aí é um caminho. Eu acho que é importante vincar a ideia de que de certa forma temos esquecido o Alto Rendimento. Vemos muito o Alto Rendimento como um produto e um resultado. Eu acho que o Alto Rendimento é, sobretudo, um processo, um caminho que se tem de percorrer, em termos de dedicação, de vontade, empenho, trabalho, todas essas características que são fundamentais.”

Sobre a adaptação ao meio, o ‘jet leag’ e a formação
“As Adaptações Fisiológicas nos Atletas de Alto Rendimento a Diferentes Fusos Horários”
com o preletor brasileiro Dr. Marco Túlio de Mello: “historicamente, temos tido a possibilidade de reunir um conjunto de variáveis que, normalmente, afetam o rendimento desportivo. Aquilo que nós tentamos é que essas situações não nos surpreendam. Ou seja, surpreendam-nos o menos possível. Esta oportunidade surgiu com um especialista de créditos perfeitamente afirmados, proporcionando aos nossos nadadores a resposta para aquelas questões que surgem no momento da competição e que, normalmente, nos deixam sem aquela resposta exata, levam-nos, normalmente, para uma situação mais generalista. Dizer que isso são os nervos, é a ansiedade. O importante é, no seguimento daquilo que eu acabei de dizer, os atletas consigam ter uma bagagem suficiente que lhes permita poder construir uma estratégia para fazer face a isto. Não adianta pensarmos que vamos competir numa realidade completamente diferente e cruzar os braços e dizer assim, desculpando o termo: “estamos tramados com esta situação, porque não vamos conseguir fazer nada dela. Se os Jogos fossem em Espanha tínhamos muito mais hipóteses.” Isso não pode ser a resposta. Já se sabe de há muito tempo que os Jogos vão ser no Japão, todas estas estratégias são no sentido de que aquilo seja no mais natural possível, nessa competição. “Eu não consigo dormir”, se podermos proporcionar uma estratégia para que o nadador consiga dormir normalmente, estamos a proporcionar-lhe as condições para que ele possa estar melhor preparado para competir naquele dia.”

PRESENÇA PORTUGUESA NO MUNDIAL DE PISCINA CURTA

O Mundial de Piscina Curta é um dos campeonatos mais recentes organizados pela FINA. Teve a sua 1.ª edição em dezembro de 1993, em Palma de Maiorca, estando Portugal representado por 11 nadadores (a maior delegação de sempre): Rui Borges, Paulo Trindade, Paulo Camacho, Diogo Madeira, Miguel Cabrita e Nuno Laurentino em masculinos e Ana Barros, Joana Arantes, Ana Alegria, Petra Chaves e Joana Soutinho em femininos. Logo nesta 1.ª edição a seleção portuguesa alcançou em termos individuais 9 classificações entre os 16 primeiros, sendo as melhores prestações por parte de Ana Barros nos 200 Costas (2:12,03 – 10.º lugar) e Miguel Cabrita nos 200 Mariposa (2:01,17 – igualmente 10.º lugar). A única final conseguida foi através da estafeta feminina em 4x100 Estilos (Ana Barros, Joana Soutinho, Joana Arantes e Ana Alegria) classificando-se no 8.º lugar com o registo de 4:13,09.

De então para cá, com delegações mais ou menos numerosas a participação portuguesa tem sido uma constante (à excepção do ano de 2004 em que Portugal não se fez representar).

Ao nível de estafetas, apenas nas primeiras 3 edições estivemos representados no sector feminino, nos 4x100 Estilos, sempre com classificações honrosas nas finais (8.º, 7.º e 10.º lugares).

De 1993 a 1997 não existiram meias-finais. Houve, isso sim, finais A e B, pelo que considerámos as classificações entre o 9.º e o 16.º lugar como tal. Foi de facto nestas primeiras edições que obtivemos o maior número de classificações correspondentes às meias-finais de hoje (10 em 1993 e 12 em 1995). De realçar que em 1995 todos os 7 nadadores presentes tiveram a oportunidade de nadar em finais, com classificações entre o 9.º e o 16.º lugar.

Apenas na edição de 2006, em Xangai, não conseguimos qualquer presença em meias-finais ou finais.

O registo sobre as melhores marcas do ano ou recordes pessoais obtidos nestes campeonatos, não está expresso nos primeiros anos, em virtude de não termos tido acesso aos tempos de inscrição daquela época. Tal só veio a ser feito a partir da V Edição, em 2000 em Atenas.

Ao longo destes 25 anos estiveram nos Campeonatos do Mundo de Piscina Curta, em representação da selecção nacional 43 nadadores, sendo que a maioria o fez apenas uma vez (28 nadadores), em dois campeonatos (5 nadadores) e em três (8 nadadores). Diogo Carvalho totaliza 5 participações (17 provas nadadas, duas meis-finais e 4 finais sendo o 7º lugar a sua melhor classificação de sempre) e Nuno Laurentino com 6 participações (17 provas nadadas, 13 meias-finais e 3 finais, sendo o 4º lugar a sua melhor classificação de sempre).

José Couto alcançou o único lugar de pódio da selecção nacional aos ser vice-campeão do mundo de piscina curta em 2002, em Moscovo, na prova de 50 Bruços com o registo de 0:27,22.

PROGRAMA HORÁRIO

CAMPEONATO MUNDIAL PISCINA CURTA - EDIÇÕES 1993 A 2018

CAMPEONATO MUNDIAL PISCINA CURTA - NADADORES EM ANÁLISE 1993 A 2018

MAIS INFORMAÇÃO:

https://www.fina.org/

https://www.fina.org/event/14th-fina-world-swimming-championships-25m-2018

Elementos históricos da autoria de Vitor Raposo

(em atualização)

Fonte: Federação Portuguesa de Natação em 06 de dezembro de 2018
 

Autor: 
nadador