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Actualizado: há 8 horas 37 minutos atrás

Portugal sub-19: haja o que houver, eles estão aqui (para ficar)

Seg, 15/07/2019 - 11:11

Três golos sem resposta à candidata Itália e finalista do último europeu. Portugal, campeão em título na categoria, não deu qualquer hipótese e o resultado só surpreende que não viu o jogo, tal foi a diferença qualidade apresentada pelas duas equipas. Mais um ou dois golos portugueses adequavam-se bem, tendo em conta o domínio e as oportunidades flagrantes criadas pela seleção lusa. Haja o que houver, eles estão aqui (para ficar).

Uma das melhores palavras para definir este grupo é maturidade. Ainda por mais, uma equipa privada de seis titulares, que ficaram nos seus clubes a lutar por um lugar no plantel principal e que foram figuras na seleção durante a qualificação: Pedro Álvaro (defesa central), Nuno Tavares (defesa esquerdo), Tiago Dantas (médio centro), o capitão Romário Baró (médio centro), Rafael Camacho (extremo/avançado), e Pedro Neto (extremo/avançado). Além da lesão de última hora de Umaro Embaló.

A jogar no habitual sistema 433, Gonçalo Cardoso, o jogador do grupo com maior experiência de primeira liga, entrou diretamente para o eixo defensivo. Na lateral esquerda, Tiago Lopes, que cumpriu muito bem a sua função. Vítor Ferreira e Fábio Vieira, que tiveram um papel mais ‘secundário’ na qualificação, tinham a difícil missão de substituir os criativos Romário Baró e Tiago Dantas. Foram provavelmente os dois melhores em campo, enquanto João Mário e Félix Correia, entraram para o tridente ofensivo.

Estes seis, juntaram-se aos habituais titulares: Celton Biai, Tomás Tavares, Gonçalo Loureiro, Diogo Capitão e Gonçalo Ramos.

Esta é a nossa análise ao como joga este renovado Portugal sub-19

TITULARES: O QUE TROUXERAM E QUEM SÃO

Lá atrás muito mais que um guarda-redes. Um autêntico líbero que não se intimida a jogar com os pés. Celton, exímio no controlo da profundidade, fez ainda uma espetacular assistência para o segundo golo. Muito seguro entre os postes, fez uma excelente defesa na primeira parte num livre directo dos italianos. Faz lembrar alguém? A sua personalidade e postura em campo faz lembrar Éderson.

Tomás Tavares é um daqueles laterais que facilmente conseguimos imaginar em outras zonas do campo. Alto, esguio e sem a rapidez normalmente associada a um jogador da posição, demonstra uma excelente inteligência posicional e um grande à-vontade a sair a jogar. Não faz os raides tão característicos de um lateral direito, mas traz muitas soluções à equipa, principalmente através do seu jogo interior. No lado oposto, um lateral com um perfil mais convencional. Não esteve nos jogos de qualificação, mas neste jogo mostrou que podem contar com ele. Deu equilíbrio ao seu flanco e transmitiu confiança à toda equipa.

Depois de uma dupla de Diogos na geração anterior, o eixo-defensivo é composto por dois Gonçalos. Loureiro, um central robusto, rápido e forte nos duelos individuais. Ao seu lado, Cardoso, que conta já com mais de uma dezena de jogos na primeira liga. Muito forte na antecipação e tem mostrado apetência para o golo. Foi ele a abrir o marcador.

Como médio mais defensivo, o discreto Diogo Capitão. Não sendo o mais vistoso, é indispensável para o equilíbrio de toda a equipa, jogando mais fixo dá liberdade, ora as às subidas dos laterais, ora aos outros médios. Com mais liberdade, mas igualmente importante para a segurança da equipa: Vítor Ferreira. Um jogador muito equilibrado, com boa meia distância e que brilhou recentemente no Torneio do Toulon, tendo sido inclusive eleito o jogador revelação do certame. Fundamental na forma como Portugal se manteve dominador, personalizado e intenso durante praticamente todo o jogo.

Mais criativo, Fábio Vieira, um jogador que a camisola 10 lhe assenta que nem uma luva. Com um toque de bola diferenciador, muito do jogo ofensivo passou pelos seus pés, com várias aberturas ao melhor estilo de um ‘maestro’. Podia ter marcado, numa arrancada em que passa por três jogadores e dispara, fora da área, rente ao poste, e já dentro da área, com um remate que saiu à figura do guarda-redes italiano. Numa exibição muito positiva de toda equipa, Fábio foi provavelmente o melhor em campo, bem ladeado pelo companheiro Vítor e pelo desequilibrador Félix Correia.

Extremos. Aquela posição onde Portugal sempre formou grandes jogadores. E esta geração está recheada deles, tanto que na qualificação o selecionador Filipe Ramos foi alternando as suas opções. Com a ausência nos convocados de Pedro Neto (que esteve presente no mundial de sub20), Rafael Camacho (a fazer a pré-época com a equipa principal do Sporting) e Umaro Embaló (lesão já à última da hora), a aposta recaiu em João Mário e Félix Correia. O primeiro, rápido e empreendedor, o segundo, um extremo com muita magia, que faz um pouco lembrar Bruma, quando tinha a mesma idade. Na primeira jogada da segunda parte, deixou para trás o defesa esquerdo italiano e fez uma assistência para o segundo golo, deixando a equipa ainda mais confortável em campo. Não satisfeito, ainda fez o gosto ao pé, fechando o resultado.

Se em extremos as seleções nacionais sempre tiverem fartura, no reverso da medalha, pontas de lança tem sido uma pecha. No ataque de Portugal, como jogador mais adiantado, joga Gonçalo Ramos, um médio-ofensivo adaptado a falso 9. Uma ‘transformação’ que tem sido projetada no clube e com bons resultados. Marcou muitos golos ao longo da época e ontem também fez o gosto ao pé. Vai demonstrando, cada vez mais, bons movimentos e pormenores de avançado.

Melhor jogador italiano? Carnesecchi. Aqui a escolha é bem mais fácil. Se não fosse a boa performance do guarda-redes italiano, o resultado poderia ter atingindo números históricos.

Importância do passado e a fácil previsão do futuro

Além da qualidade da formação, os planeamentos são cada vez mais importantes. A presença desta geração num torneio em que jogaram com adversários mais velhos (Torneio de Toulon), ajuda e muito a dar traquejo a jovens que, para conseguirem desenvolver todo o seu potencial, têm que ser expostos a estes estímulos, principalmente nos clubes.

Ainda foi só o primeiro jogo, segue-se a Espanha e a Arménia. Mas aconteça o que acontecer, estão aqui jogadores muito talentosos, em que o mais difícil será não darem jogadores de primeira linha. E mais importante que vencer ou não a competição é os respetivos clubes lhes darem oportunidades para continuar a crescer. Até porque eles vieram para ficar.

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Futebol Exótico 52# Os bi, tri e penta campeões da MLS e do Brasileirão

Seg, 15/07/2019 - 10:37
Os grandes campeões do Brasileirão da MLS

A história do Brasileirão é longa e cheia de grandes equipas, com bicampeões, tricampeões e até um pentacampeão, com Pelé na equipa, claro. Mas qual o bicampeão mais recente? Qual o mais inesperado? Qual a hegemonia mais incrível da história do futebol brasileiro?

Se a história do Brasileirão é longa, a da MLS não é tão extensa mas haverá bicampeões e até tricampeões na liga norte americana? Há hegemonias iminentes na MLS?

O Futebol Exótico conta com a presença de Rafa Ribeiro e Diogo Matos e explora as grandes equipas e os grandes domínios do campeonato brasileiro e da Major League Soccer. Ouve tudo aqui!

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Alcateia sub-20 post-WRTrophy Match 2# com Luís Pissarra e José Roque

Seg, 15/07/2019 - 10:29

Os jovens lobos sub-20 conquistaram nova vitória no World Rugby Trophy 2019 e estão a um pequeno (grande) passo de chegar à final da competição, onde já espera o Japão. Neste post-match Canadá, José Roque e Luís Pissarra falam dos pontos positivos, negativos, objectivos, esperanças e muito mais!

Pronto a ler?

JOSÉ ROQUE (CAPITÃO) José, uma segunda parte espectacular de Portugal garantiu mais uma grande vitória. Como explicas a vossa exibição?

Nós sabíamos que o Canadá tem um bom início de jogo, e que vinham para cima de nós com o físico deles! Conseguimos contrariar bem com placagens baixas e agressivas! Mais uma vez os nossos 3/4 foram “matadores”, aproveitando as oportunidades que criamos!

Fisicamente aguentaram bem o maior impacto do Canadá… Vão estar prontos para o Tonga? Ainda podem melhorar mais?

Tonga também vai ser um jogo bastante físico! É uma potência do rugby mundial e já mostrou neste torneio que teem muito talento e agressividade! Mas tenho a certeza que se acreditarmos no plano de jogo e formos confiantes, as coisas vão se tornar mais fáceis!

LUÍS PISSARRA (SELECCIONADOR) Luís, este resultado… esperavas por uma vantagem tão dilatada? Onde é que começou a vitória para ti?

Não, tudo o que queríamos era ganhar, nem que fosse por meio ponto. Conhecíamos algumas características do Canadá, tínhamos alguns dados que nos permitiam montar um tipo de sistema para os combater mas claramente a fisicalidade apresentada pelo adversário foi difícil de parar no início do jogo, passando algumas vez nas primeiras-fases, um parâmetro que queríamos ter melhorado.

Mas a nossa defesa e a forma fria e calculista como jogámos, em que sempre que tivemos bola conseguimos converter em pontos, deu uma grande tranquilidade à equipa porque sabendo que mantendo essa capacidade e concentração na defesa para depois ter um ataque sempre incisivo ia acabar por fazer a diferença.

O jogo andou neste ritmo até meio da segunda-parte altura em que o Canadá caiu fisicamente, o que permitiu dilatar o resultado, que acabou por ser algo penalizador para eles por tudo aquilo que trouxeram ao jogo. Contudo, o resultado final demonstra toda a nossa capacidade defensiva e a forma rápida em como fazemos pontos quando temos a bola na mão.

A velocidade de jogo e a facilidade em que se transita do jogo curto para o ao largo tem criado constantes problemas aos adversários, concordas? A estratégia para o Tonga é similar à do jogo com o Canadá?

É uma das nossas características claro, porém a nossa principal qualidade passa pelo espírito de união dos jogadores, que todos os dias dão-nos provas de uma grande ligação e amizade, o que faz com que tudo seja possível. E ainda antes da velocidade, o aspecto defensivo é ainda mais importante, mesmo acontecendo um ou outro erro, mas a forma como os jogadores se compensam em determinados momentos acaba por ser a nossa fortaleza e aquela que os nossos adversário temem mais.

Depois quando conseguimos ter a posse de bola, a forma como transitamos rapidamente de um lado do campo para o outro, onde se destacam os movimentos imprevisíveis com ângulos fora do normal e com a intervenção de algumas individualidades que surgem de tempos a tempos, acaba por nos tornar perigosos.

Em relação ao Tonga, eles apresentam uma fisicalidade superior ao Canadá mas sem tanta organização e destacam-se também muito pelos duelos individuais, onde são muito fortes com alguns jogadores a assumirem o protagonismo e o nível de ameaça. A nossa estratégia tem de passar por estancar alguns destes pontos e gerir o jogo de uma maneira diferente da forma como foi feito com o Canadá, onde até vamos ter provavelmente uma estratégia adaptada. Estamos confiantes e com o foco posto em jogar a final.

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Lewis Hamilton segura liderança

Seg, 15/07/2019 - 00:45

Lewis Hamilton venceu o GP da Grã-Bretanha, tornando-se assim o recordista de vitórias em solo inglês, com 6 vitórias.

Numa corrida onde os Mercedes estiveram num plano de performance à parte, foi Bottas que arrancou da pole, à frente de Hamilton.

Hamilton arrancou bem da 2ª posição e não parecia estar nada disposto a querer ficar-se por lá. O britânico lutava e tentava ultrapassar Bottas, que mostrava que não estava disposto a deixar o seu colega de equipa levar a melhor.

Depois de alguma luta em pista, Bottas parecia ter levado a melhor e mantinha a posição. Como se mantinha em 1º lugar, Bottas foi o primeiro dos Mercedes a fazer a paragem para a mudança de pneus, deixando Hamilton na frente, mas com a paragem por fazer.

A sorte decidiu sorrir ao inglês, já que Giovinazzi teve um pião, perdeu o controlo do carro e fez sair o safety car. Era o melhor que podia acontecer a Hamilton, que teve uma “paragem grátis”, mudando de pneus, mas sem perder a posição.

A partir daí Hamilton dominou a seu belo prazer, com Bottas a ter de se resignar com o 2º lugar.

Atrás dos Mercedes a ação não parava, principalmente entre os Ferrari e os Red Bull. A principal luta era pelo 3º lugar, com Verstappen e Leclerc a querer recriar a luta do último GP, mas o safety car prejudicou Leclerc, que ficava atrás de Vettel e Verstappen.

Desta forma a luta era agora entre Verstappen e Vettel, com Verstappen a levar a melhor até que Vettel calculou mal e bateu na traseira do Red Bull, atirando assim Verstappen para fora do pódio e deixando Vettel fora dos pontos.

Com isso foi Leclerc a chegar ao pódio, no 3º lugar, à frente de Gasly, finalmente uma boa corrida para o piloto da Red Bull, com o sobrevivente Verstappen a ficar em 5º.

O melhor dos restantes voltou a ser um piloto da McLaren, Carlos Sainz, que teve uma grande corrida, recuperando de uma má qualificação. O resultado poderia ser ainda melhor para a McLaren, não fosse o mau timing do safety car tirar Norris dos pontos, ele que corrida na 7ª posição.

Com esta corrida Hamilton fica agora com 39 pontos de vantagem em relação a Bottas e atinge a marca das 80 vitórias na F1. O recorde de Schumacher parece cada vez menos uma miragem…

GRANDE PRÉMIO DA GRÃ-BRETANHA (foto: formula1.com) CAMPEONATO MUNDIAL DE PILOTOS (foto: formula1.com)

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Mercado de Verão 2019 dia 9#: Negócios e Rumores (ao minuto)

Seg, 15/07/2019 - 00:38

Acompanha todos os negócios e rumores do Mercado de Verão 2019 dia 9! Da Europa à China, do Manchester United ao CD Santa Clara!

NEGÓCIOS CONFIRMADOS:
  • Sporting vende Domingos Duarte ao Granada por três milhões de euros. A SAD leonina fica com direito a 25 por cento numa futura transferência.

#BienvenidoDomingos | #Granada #SobranLasPalabras pic.twitter.com/fxzlJPtcLK

— Granada C.F. (@GranadaCdeF) July 14, 2019

  • Vargas é a contratação mais cara da história do Espanyol. O argentino custou 10,5 milhões de euros proveniente do Vélez Sarsfield e fica com uma cláusula de 50 milhões.
  • Valencia anunciou a contratação de Maxi Gómez, avançado uruguaio de 22 anos, proveniente do Celta de Vigo. Assinou por 5 temporadas e tem uma cláusula de rescisão de 140 milhões de euros e custou 14,5M€.
  • Eibar anunciou a contratação de Quique González, que deixa o Deportivo. O contrato é válido até 2024.
RUMORES DE MERCADO
  • Mario Balotelli, que terminou contrato com o Marselha, é associado em Itália à Fiorentina, mas o elevado salário que o jogador pretende pode ser um entrave.
  • Manchester City pode ser o destino de Dani Alves e que Pep Guardiola já terá, inclusivamente, falado com o defesa brasileiro podendo esta transferência cancelar a de João Cancelo. No entanto, o jogador, de 36 anos, quer receber 133 mil euros por semana, valor que os citizens não estão dispostos a pagar. (Fonte: Daily Express)
  • Óliver Torres já está em Sevilha para assinar contrato com o clube espanhol. O contrato será, ao que tudo indica, válido por cinco temporadas. Fontes apontam para um valor a rondar os 12M€. (Fonte: Record)
  • Juventus e o Ajax já chegaram a acordo para a transferência de De Ligt para Turim e que o jovem central vai fazer os testes médicos amanhã. (Fonte: Calciomercato)
  • Marco Matias é alvo do V. Guimarães para o ataque, mas o regresso do extremo não será fácil. Os minhotos têm insistido junto do jogador para que este aceite as condições apresentadas; todavia, apesar da vontade de Marco Matias em regressar a Portugal, tem também sobre a mesa propostas bastante mais vantajosas a nível financeiro. (Fonte: Record)
  • Correa interessa ao Milan que prepara uma oferta de 40 M€. O jogador pode assim sair do Atlético de Madrid depois de ter visto o seu espaço diminuir com as últimas aquisições. (Fonte: Sky Italia)
  • James Rodríguez, colombiano do Real Madrid quer jogar no Atlético Madrid. O avançado esteve emprestado ao Bayern Munique e não integra os planos de Zidane para a próxima época. (Fonte: Marca)

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NFL: Confirmado Combine para atletas internacionais na Alemanha

Dom, 14/07/2019 - 23:37

Há um mês falei sobre a NFL Europe, o futuro do futebol americano na Europa e o que a liga poderia fazer para ajudar. Um dos temas foi a estratégia da CFL de recrutamento de jogadores europeus e como a NFL deveria aprender com a mesma. Esta semana foi anunciado pela NFL que em Outubro a liga irá organizar um combine (evento de recrutamento) na Europa, mais especificamente em Colónia, Alemanha.

O chamado International Scouting Combine será uma réplica do NFL Combine que ocorre anualmente em Indianapolis, mas desta vez procurando recrutar atletas de todo o mundo. Os drills serão os mesmos utilizados para recrutar prospects universitários. O evento não será exclusivo para jogadores europeus, assim 50 jogadores internacionais serão convidados para o evento.

Com a ajuda do International Player Pathway o australiano Jordan Mailata foi selecionado para jogar nos Philadelphia Eagles. Foto de Mitchell Leff/Getty Images.

Os jogadores selecionados serão chamados para treinar nos Estados Unidos e talvez fazer parte do International Player Pathway. Este programa dá a oportunidade a jogadores estrangeiros de se juntarem a equipas da NFL. Uma das vantagens desta iniciativa é que, caso os atletas sejam mantidos nos practice squads das equipas, será-lhes permitido ter um total de 11 jogadores no grupo (em vez de 10). Os atletas terão assim hipótese de treinar e aprender num meio profissional.

O programa existe desde 2017 e recrutou através de um combine na Austrália no ano passado. Os jogadores podem tanto ser escolhidos no NFL Draft como ser adquiridos como free agents, dependendo da sua elegibilidade. O International Player Pathway serviu também para criar uma série de vídeos no canal de YouTube da NFL chamada NFL Undiscovered, em que podemos acompanhar a jornada destes jogadores.

Os jogadores selecionados no ano passado mantiveram-se nas suas equipas. O alemão Moritz Böhringer, que deu muito que falar quando foi o primeiro jogador a ser selecionado no NFL Draft diretamente da Europa, irá continuar com os Cincinnati Bengals. O britânico Efe Obada vai continuar nos Carolina Panthers após uma época extraordinária. O jogador de rugby league australiano Jordan Mailata foi selecionado no NFL Draft pelos Philadelphia Eagles e tem-se provado uma das peças importantes para o futuro do franchise. O inglês Christian Scotland-Williamson converte-se também do rugby (neste caso, rugby union) para o futebol americano, assinando com os Pittsburgh Steelers. Os Cleveland Browns mantêm o britânico Tigie Sankoh no seu plantel. O alemão Christopher Ezeala continuará com os Baltimore Ravens.

Este ano foi a vez das quatro equipas da AFC East receberem os atletas internacionais. Depois do sucesso de Mailata, o australiano Valentine Holmes assina com os New York Jets e segue a influência de Mailata, convertendo-se do rugby league para o futebol americano. O mesmo acontece com Christian Wade (jogador de rugby union) que vai jogar nos Buffalo Bills. O alemão Jakob Johnson, que jogou tanto na liga alemã (GFL) como University of Tennessee, assinou com os New England Patriots. Durval Queiroz Neto irá representar o Brasil no plantel dos Miami Dolphins.

Se jogas futebol americano e quiseres tentar a tua sorte, podes fazê-lo eviando uma descrição detalhada da tua carreira como jogador assim como um video com highlights tuas para o email InternationalCombine@nfl.com. O International Scouting Combine irá decorrer a 19 de Outubro.

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Brasil: conquista da Copa América 2019 e próximos passos

Dom, 14/07/2019 - 17:41

A Seleção Brasileira conquistou neste mês de Julho a Copa América 2019, enfrentando o Peru na grande final disputada no Maracanã. Sem Neymar, cortado por lesão e envolvido em diversas polêmicas fora do relvado, o Brasil conseguiu mostrar um jogo mais coletivo e, contando com as más exibições da Argentina e o tropeço do Uruguai na semi-final, conquistou o título em casa depois de 30 anos, quando também havia vencido em casa em 1989, e após uma seca de 12 anos (o Brasil venceu a Copa América em 2007 na Venezuela). O Fair Play analisa a competição internacional e quais os passos que Tite e Seleção Brasileira tomarão rumo ao Mundial de 2022.

Mais experiência do que renovação

Tite optou por convocar jogadores de mais experiência, nomes que o treinador brasileiro tem mais confiança e liberdade para escalar. Ligeiramente pressionado no cargo, principalmente após um resultado considerado ruim no Mundial da Rússia em 2018 (eliminado pela Bélgica nas quartas de final), Tite decidiu por uma lista mais sólida, com o único objetivo de conquistar a Copa América, e não trazer de imediato uma renovação necessária para um próximo ciclo que levará ao Mundial, ainda mais quando chamou Willian para a vaga do cortado neymar, quando muitos pediam por um nome mais novo, como Lucas Moura, Vinicius Jr. ou mesmo Dudu do Palmeiras.

Dani Alves, eleito capitão desta competição, além de Fagner, Thiago Silva, Miranda, Filipe Luís, Alex Sandro e Fernandinho (praticamente todo o setor defensivo) não tem presença garantida em 2022, e mesmo assim foram chamados pelo treinador para esta Copa América. Já a mescla da nova geração apareceu com Éder Militão, os médios defensivos Arthur e Allan, Paquetá, Éverton Cebolinha e David Neres. Pouco para analisar quais serão as opções mais seguras para os próximos desafios, porém competente o suficiente para a conquista da taça.

William foi o nome de confiança escolhido por Tite para o lugar de Neymar (Foto: Reprodução) A permanência de Tite

Ao longo da fase final da competição, surgiram dúvidas sobre a permanência do treinador. Caso não vencesse a competição, era uma opção a ser considerada, já que muitos entenderam a falta de maleabilidade de Tite como um fator negativo em suas escolhas fora e durante os jogos. Antes da final contra o Peru, havia até a possibilidade de saída mesmo se saísse vencedor, isto devido ao desmanche de sua comissão técnica (Sylvinho foi comandar o Lyon na França enquanto Edu Gaspar anunciou sua saída rumo ao Arsenal na Inglaterra). Dias se passaram após a conquista, e Tite parece permanecer no cargo até o fim de seu contrato, justamente em 2022.

Uma nova Copa América será disputada em 2020 para um ajuste de calendário. A Conmebol (Confederação Sulamericana de Futebol) decidiu adequar a Copa aos anos pares, dois anos entre os Mundiais, exatamente quando são enfrentadas as Eurocopas. Portanto, o Brasil terá uma nova oportunidade em competição oficial (juntamente com as eliminatórias para a Copa do Mundo do Catar) para testar novos nomes, estes sim sendo chamados como uma forma maior de teste, já que a pressão sob Tite pode ser menor.

A pouca dependência de Neymar e a ascensão de Éverton

Dentro do relvado, o que se viu foi a constatação de uma equipa sólida para os padrões sulamericanos, mas ainda devendo quanto às seleções européias. Isto porque durante toda a preparação para a Copa América, o Brasil enfrentou em amistosos apenas seleções de pouca expressão (contra Catar e Honduras), e tirando a própria Argentina nas semi-finais, acabou pegando equipas de menor poderio como Venezuela, Bolívia, Paraguai (nas quartas de final) e o próprio Peru na final.

Sem Neymar, a equipa se tornou mais coletiva, sem depender tanto de jogadas individuais do atual jogador do PSG. Seus substitutos naturais, com menor protagonismo, conseguiram jogar mais para os demais companheiros, e isto incrivelmente fez bem para o desenvolvimento na competição. David Neres começou como titular, como já havia fazendo nos treinos. Foi bem, porém deslocado ao canto esquerdo do ataque, rendeu menos do que no Ajax por exemplo, onde costumou jogar mais aberto pela direita. Éverton Cebolinha (do Grêmio) ganhou a posição e não saiu mais. Foi protagonista e cravou seu nome na equipa, assim como grandes rumores sobre seu futuro na Europa. Willian, chamado para o lugar de Neymar, entrava para dar solidez à equipa, e mesmo não sendo titular, era o homem de confiança de Tite.

Éverton (à esquerda) conquistou o prêmio de artilheiro da competição (Foto: BPFilmes/Globoesporte.com) Novos nomes para o futuro

Nomes já chamados por Tite ou que fizeram parte das discussões da comissão técnica devem ser testados em breve. O próprio treinador definiu a convocação desta Copa América como a mais difícil que já fez pelo Brasil. Dos nomes que estavam com a seleção, é de se esperar que Éder Militão, Alex Telles, Allan, Paquetá e o David Neres estejam nas próximas listas e recebam mais rodagem (não jogaram com frequência). Já nomes de fora que podem ser considerados são Neto (Barcelona), Fabinho (Liverpool), Vinicius Jr (Real Madrid), Lucas Moura (Tottenham), Malcom (Barcelona), Felipe Anderson (West Ham) e Pedro (Fluminense).

De certa forma ser campeão da Copa América, em casa, diminui as críticas, dá mais tempo e paciência para Tite poder fazer esta renovação com menos empolgação do que se esperava. Pode dar a falsa impressão de que o treinador está no caminho certo, mas sem ter até agora provado que pode enfrentar de igual para igual seleções européias com grandes conquistas recentes. Vale lembrar que das 42 jornadas do Brasil com Tite como seu treinador, são 33 vitórias, 7 empates e somente 2 derrotas, mas uma delas justamente a que mais importou, contra a Bélgica no Mundial da Rússia.

Éder Militão e Alex Telles são alguns dos nomes na mira de Tite para a renovação (Foto: José Reis/Movephoto)

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Frank Lampard terá de ser génio já na primeira época

Dom, 14/07/2019 - 02:03

O novo treinador do Chelsea é Frank Lampard. O ídolo de muitos adeptos Blues chegou ao comando da sua equipa. Depois de um excelente trabalho no Derby County – falhou a subida de divisão no play-off frente ao Aston Villa em Wembley -, o melhor marcador da história do emblema londrino vai ter se assumir o papel de milagreiro. A saída de Sarri para a Juventus trouxe a oportunidade tão desejada por Lampard.

O sonho vai trazer muito trabalho

O Chelsea está impedido de contratar jogadores nas duas próximas janelas de transferências. Com as equipas do campeonato a reforçarem, o clube londrino vai ter de apostar na prata da casa e nos jogadores que regressam de empréstimo.

O pior disto tudo é que perderam o melhor jogador dos últimos anos: Hazard. O belga foi para o Real Madrid e enfraqueceu os Blues. Como colmatar a saída do melhor jogador das ultimas temporadas? Há jogadores prontos a assumir a batuta da equipa, mas sem a capacidade de Hazard. Mesmo se pudessem contratar, era difícil encontrar um substituo porque o belga é dos melhores jogadores da atualidade.

Contudo, existe potencial no plantel. Christian Pulisic, contratado no mercado de janeiro, mas ficou emprestado no Borussia, pode assumir o papel de Hazard. Um extremo rápido e com golo pode fazer esquecer, um pouco, a ausência do internacional pela Bélgica. Mas há mais jogadores prontos para mostrar valor. Acredito que este ano pode ser de confirmação para Michy Batshuayi. O ponta de lança belga tem sido constantemente emprestado nas ultimas épocas, mas devido ao impedimento de contratar, pode ser aposta para o centro de ataque. Creio que tem qualidades para se afirmar e Lampard pode potenciar ainda mais o jogador.

Depois há o caso de Hudson-Odoi. O jovem de 18 anos pode finalmente afirmar-se no Chelsea. Sarri não apostou muito já internacional inglês, mas com Frank Lampard pode ter mais hipóteses de jogar. Ainda há William, Pedro e Giroud para a frente de ataque, Aqui, Lampard pode não ter assim tantas dores de cabeça. No centro do terreno, há muita qualidade também. Porém, há um jogador que Frank Lampard aprecia.

Mason Mount vai ser a revelação da época. É um jovem que jogou no Derby County na temporada passada e o timoneiro do clube londrino conhece bem as suas capacidades. Vai ser aposta e talvez vai fixar-se desde inicio no onze dos pensionistas.

Para “proteger” o jovem inglês e para lhe fazer companhia, Kanté e Kovacic podem ser bons apoios para Mount. Na defesa, talvez, é onde reside o maior problema. Tem centrais razoáveis, mas não tem laterais que deem a profundidade que Lampard vai querer implementar. Zappacosta pode ter aqui uma nova vida no Chelsea e do lado esquerdo, Marcos Alonso, muito criticado na temporada passada, é o único com capacidade de dar profundidade ao lado esquerdo.

O pior é na parte defensiva. Neste setor do terreno é onde podem aparecer mais jovens para elevar a qualidade do plantel londrino. David Luiz e Rudiger devem ser as apostas, mas César Azpilicueta pode passar para central e talvez seja a melhor posição para o espanhol nesta fase da sua carreira. Na baliza, Kepa é indiscutível e vai assumir, mais uma vez, as redes da baliza do Chelsea. Qualidade existe, agora não pode haver muita pressão e deixar Frank Lampard trabalhar. Acredito que fará um excelente trabalho, mas ainda é cedo para apontar muito alto. Por isso, Frank Lampard vai ter de puxar da varinha para conseguir chegar ao top-4.

Hudson Odoi (Foto: Premier League)

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Alfa-Portugal “atropela” o Canadá – o “grubber” do World Rugby Trophy 19′

Dom, 14/07/2019 - 01:52

Depois de uma vitória histórica frente a Hong Kong na 1ª jornada do Mundial “B” sub-20, os jovens atletas portugueses decidiram rubricar mais uma exibição carismática e genial vergando o Canadá por 49-21, deixando tudo em aberto para o 3º e último jogo da fase-de-grupos, que terá quase um “sabor” a final.

A análise do jogo frente ao Canadá no “grubber” do Fair Play!

IDEIAS SIMPLES, EXECUÇÃO DE EXCELÊNCIA E UMA VELOCIDADE INENARRÁVEL – 7 PONTOS

Foi extraordinária a forma como Portugal montou a sua estratégia ofensiva, com um plano de ataque que ia dando leves “estocadas” no Canadá no jogo curto (um apoio de qualidade, sem entrar em pânico e em exageros de número de jogadores) para depois imprimir uma sequência altamente veloz e explosiva, com Raffaele Storti, Rodrigo Marta, Francisco Salgado a imporem esse ritmo desenfreado que tirou o Canadá da sua zona de conforto.

Foi essencial a forma como Portugal acreditou que o plano de ataque apostado em velocidade alta, dinamismos sempre intensos e um ritmo desenfreado fosse dar frutos, que chegaram 10 minutos após o início da segunda parte. O adversário deixou de ter “pulmão” para apresentar uma segunda cortina defensiva de qualidade ou conseguir recuperar rapidamente do chão e acompanhar as transições ofensivas dos lobos sub-20, acabando o Canadá por consentir demasiado espaço e folgas ao ponto que foi impossível não sofrer uma cadência de pontos constantes.

A excelência com que Joaquim Félix (os pormenores técnicos, tanto do offload ou trabalho de corrida são de aplaudir) presentou o jogo na posição de formação (Portugal tem o luxo de possuir dois nº9s da mesma qualidade e nível, sendo um dos pormenores mais interessantes deste conjunto de Luís Pissarra) foi decisiva na manutenção do jogo frenético, impondo sempre um passe de fino recorte, a somar à estupenda visão de jogo e capacidade de gerir a bola sem hesitações ou demoras.

O primeiro ensaio da equipa das Quinas é um mero exemplo da capacidade de como obliterar as linhas adversárias quando se coloca em exercício os básicos do rugby aliados à capacidade física: bola em constante movimento, linha-de-vantagem sempre ultrapassada (nem que seja por um centímetro), avançados a criar processos claros, seguindo-se um pormenor decisivo do nº10 para uma entrada em rompante e sem parar de Storti.

A força bruta do Canadá acabou por ceder perante um Portugal supostamente menos “grande” em estrutura física, mas que soube utilizar bem as suas qualidades para derrubar a defesa contrária. Destaque para como Jerónimo Portela tem brindado as cores nacionais na função de médio-de-abertura, não só sendo um “moinho” de ataque de ponta como um placador dotado, formando uma dupla de médios de elevado nível quer com Pedro Lucas ou Joaquim Félix.

UMA FORMAÇÃO-ORDENADA QUE NÃO PÁRA DE MELHORAR – 6 PONTOS

Tem sido um elemento característico nos últimos 4 anos das selecções nacionais de formação e no World Rugby Trophy 2019 volta não só a estar no seu melhor como deu sérios passos na sua evolução… falamos claro da formação-ordenada, aquele pormenor de um jogo de rugby que durante largos anos foi penoso para as selecções nacionais.

Olhando bem para os packs avançados titulares que alinharam neste 2º jogo, o Canadá possuía uma ligeira vantagem em termos de “kilos” e “centímetros”, vantagem essa que no final de contas verificou-se não só fraca como indiferente.

O trabalho do 5 da frente foi essencial, conquistando algumas penalidades e assumindo-se como um “castigo” constante para os adversários da América do Norte, que por melhor encaixe que fizessem não conseguiam manobrar ou sequer apresentar uma contra-resposta de qualidade, sendo constantemente engolidos pelo poder do 1º embate oferecido por David Costa (o pilar formado no GD Direito é um caso sério, já que o workrate que apresenta é de um patamar muito superior ao habitual, para além de conseguir impor uma fisicalidade inteligente e de saber envolver-se bem em todos os processos quer defensivos ou ofensivos), Rodrigo Bento, Duarte Conde (na linha do que é o irmão mais velho, José Conde) e de uma apoio certeiro e ágil da 2ª linha (Helano Alberto foi uma descoberta importante das selecções nacionais).

Os alinhamentos correram melhor, demonstrando outra singularidade das últimas 4 ou 5 gerações que passaram pelas selecções de formação: a capacidade de aprendizagem, evolução e melhoramento no espaço de 2/3 dias. Não esquecer que um dos ensaios de Portugal veio precisamente de uma bela conquista no ar para se seguir um imparável maul até à área de ensaio.

Avançadas que falham num primeiro jogo podem ter a tendência de ficar “presos” por esses erros e entrar para um segundo encontro debaixo de um nervosismo perigoso, todavia no caso dos actuais sub-20 nada foi a situação verificada, e a firmeza com que trabalharam na introdução de bola e captação no ar foi demonstrativa de como se melhorou sem entrar em grandes correrias (90% dos alinhamentos conquistados).

Avançados duros, rápidos, inteligentes e eficientes na maioria dos departamentos de jogo, é uma marca dos sub-20 de Portugal e contra o Canadá foi exactamente isso que se viu (o 2º ensaio de Rafaelle Storti é antecedido por uma série de boas jogadas, mas o trabalho de apoio de José Roque foi essencial para manter a posse de bola já em território bem avançado, numa alusão aos aspectos que apontávamos).

POUCAS PENALIDADES E PLACAGEM NOS TRINCOS, FOI ISTO O PEDIDO? – 5 PONTOS

Portugal sofreu três ensaios frente ao Canadá e é natural que o seleccionador Nacional, Luís Pissarra vá pedir melhorias aos seus jogadores no departamento defensivo na procura de uma “muralha” intransponível, especialmente nos momentos mais críticos dos jogos. Contudo, esta actual selecção de sub-20 tem sido dotada tanto no que toca à placagem individual, como à comunicação colectiva defensiva, à reposição de unidades depois de uma situação de placagem ou disputa de breakdown e à criação de um processo de defesa solidário que os torna numa séria dor de cabeça para quem está do outro lado.

O Canadá marcou o primeiro ensaio do jogo e esteve na frente do encontro durante alguns minutos, mas nunca conseguiu ser dominante quer na luta no contacto ou na posse de bola, apesar de terem tido duas ocasiões para chegar à área de validação numa altura “perigosa” para Portugal.

Veja-se por exemplo o que se passou aos 32 minutos de jogo: um avant dentro de uma formação-ordenada portuguesa nos últimos 5 metros parecia prometer aos canadianos um possível encurtar no resultado, só que não foi bem assim. A selecção da América do Norte colocou a oval a rodar e ao fim de quatro minutos a bater acabou por perder o controlo da posse de bola, oferecendo novamente um turnover aos comandados de Luís Pissarra.

É verdade que os Lobos sub-20 pela forma como controlam a oval no ataque não têm de sofrer com o cisma de estar sempre em modo-defesa, porém sempre que lhes é pedido para se apresentarem na placagem não há nenhum jogador que vire as costas à luta, apresentando ainda uma lucidez total na forma como saem do eixo do ruck para dar espaço aos “lutadores” de saque de bola.

Será uma repetição contra o Tonga?

PONTUAÇÃO FINAL: 18 PONTOS

Pontos Positivos: formação-ordenada e alinhamentos foram alimentando o ataque de forma constante; linhas atrasadas imprimiram sempre um jogo veloz, altamente rápido e com olhos para um trabalho no contacto de calibre; detalhes técnicos de excelência, explorando bem a forma deficitária como o Canadá tentava parar as unidades ofensivas portuguesas; placagem foi eficiente, eficaz e inteligente, apesar do algum espaço concedido ao nº15 canadiano na primeira-parte; par de médios criaram uma ligação perfeita tanto na condução de jogo como gestão da posse de bola, forçando erros do adversário; pontapés bem montados tanto por Jerónimo Portela como por Simão Bento; elevadíssimo controlo da bola no contacto e um apoio sempre bem articulado e veloz;

Pontos Negativos: espaço concedido ao Canadá à ponta em raros momentos do jogo; algumas permeabilidade nas saídas do Canadá nas primeiras formações-ordenadas;

XV TITULAR COM SUPLENTES (1 A 15 COM MARCADORES)

David Costa, Rodrigo Bento (5), Duarte Conde, Helano Alberto, Martim Belo, Manuel Maia, Manuel Pinto, José Roque, Joaquim Félix, Jerónimo Portela (3+3+3+2+2+2+2+2), Francisco Salgado, José Câmara, Rodrigo Marta (5), Raffaele Storti (5+5) e Simão Bento

Suplentes: Márcio Pinheiro, António Cunha, Frederico Simões, André Gouveia (5), José Madeira, Sebastião Silva, Pedro Lucas, Tomás Lamboglia, João Vieira, José dos Santos e Francisco Rosa (5)

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Big Deal à Fair Play: Griezmann chega (finalmente) a Barcelona!

Sáb, 13/07/2019 - 00:47
ANTOINE GRIEZMANN (ATLÉTICO MADRID -» FC BARCELONA)

Nome: Antoine Griezmann
Idade: 28 anos
Nacionalidade: França
Temporada 18/19: 48 jogos, 21 golos e 10 assistências
Valor de Mercado: 130M€
Valor de Transferência: 120M€ (Atlético Madrid alega que terá de receber mais 80M€)

Depois de dois anos de novelas estupendas, finalmente Griezmann conseguiu cumprir com um longo desejo: vestir a camisola blaugrana e servir o actual campeão espanhol, o FC Barcelona. O avançado campeão do Mundo pela selecção francesa em 2018, abandona os colchorenos cinco épocas depois, tendo sido responsável por 133 golos em 257 jogos, ajudando o clube a conquistar uma Liga Europa, Supertaça Europeia e Supertaça espanhola.

Mas agora é hora de um novo capítulo na carreira de Griezmann e é importante perceber qual vai ser o papel do avançado dentro do esquema de Ernesto Valverde. Neste momento, os campeões espanhóis não venderam nenhuma das suas peças, mantendo no plantel Lionel Messi, Luis Suarez, Ousmane Dembélé, Philipe Coutinho e Malcolm, existindo portanto uma intensa competição pelos lugares na frente de ataque.

Se o “mago” argentino tem lugar cativo, o mesmo se poderá aplicar a Luis Suarez, abrindo caminho para que Antoine Griezmann venha a jogar com esta dupla, formando um trio de ataque extremamente ameaçador polvilhado com um futebol de alta qualidade. Contudo, Griezmann é um jogador de área, muito à semelhança do que é Suárez, apesar do francês ter mais propensão para ser uma peça de alta mobilidade, que consegue trabalhar com qualidade nos corredores, criando sucessivas linhas de apoio e boas ideias.

Foi assim na França campeã do Mundo, onde Griezmann ocupou o lugar de apoio ao ponta-de-lança de área (Giroud), combinando também bem com Mbappé nos corredores, esboçando assim uma falange ofensiva de capricho a Didier Deschamps.

Valverde tem em mãos um dilema de sonho, mas não há dúvidas que Griezmann vem para dar outra dimensão ao ataque do Barcelona, algo que foi perdido desde que Neymar Jr abandonou Barcelona (e, alguns poderão arguir, desde que Valverde chegou ao clube). Griezmann é um dos melhores jogadores do Mundo, é um avançado fadado para os grandes momentos, restando perceber como conviverá com o protagonismo de Lionel Messi, o que traz outro detalhe importante nesta ida para Barcelona: Griezmann não é o jogador-chave pela primeira vez em vários anos.

Será uma situação completamente nova e, por isso, interessante de ver como será lidada pelo avançado francês que pode finalmente conquistar o título de campeão de Espanha, algo que nunca atingiu na carreira. Última nota vai para o facto do Atlético de Madrid ter avançado para uma exigêncai de subida do valor de transferências para 200M€, isto em virtude do Barcelona ter estado a negociar com Griezmann antes do dia de Julho… certamente a discussão vai acabar nos tribunais.

You were waiting for this. pic.twitter.com/vVR0Prmy0b

— FC Barcelona (@FCBarcelona) July 12, 2019

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Sporting Clube de Portugal: os reforços de que se fala (e serão úteis?)

Sex, 12/07/2019 - 17:40

O Sporting iniciou já a época 2019/20, tendo já realizado o primeiro jogo no seu estágio na Suíça. Jogo esse que, como se sabe, foi decepcionante, em particular para a larga multidão de emigrantes que acorreu de todos os lados para ver a sua equipa perder com um grupo de amadores. Talvez não se justifique grande alarmismo, mas a verdade é que deu para perceber que Keizer tem ainda um grande trabalho pela frente. É para isso que este período existe.

PRÉ-ÉPOCA E COMO ESTÁ A EQUIPA COMPOSTA

Os próximos jogos deverão permitir uma análise mais fina quer das ideias que Keizer pretende implementar, quer da resposta que o plantel pode dar. Se bem que um jogo como o primeiro não sirva para grande aferição, deu para perceber que Luís Neto representa um acréscimo de qualidade às opções do treinador sempre que um dos componentes da dupla de centrais titular esteja impossibilitado de dar o seu concurso à equipa. O outro lugar de segunda linha permanece ainda em aberto.

Enquanto os possíveis titulares descansam (Borja) ou estão impedidos por lesão (Ristovski e Rosier) os miúdos aproveitaram para se mostrar ao treinador. Pela forma cautelosa, quase conservadora, como pautaram o seu desempenho, Thierry Correia e Nuno Mendes levaram a sério a chamada. Mas quem acabou por recolher as atenções foi Eduardo Luís, mesmo apesar de ter sido chamado a uma posição que não é a sua habitual. Há ali muito potencial para se tornar um caso sério.

Do rol de regressados Ivanildo, Matheus Pereira e Rafael Camacho requerem novas oportunidades. Dos reforços, além do já citado Luís Neto, Eduardo passou quase despercebido, optando por arriscar quase nada nas saídas de bola. Vietto e Gonzalo Plata deixaram, esses sim, apetite para o que podem vir a oferecer. Jogando a partir da ala para o interior o argentino pode oferecer quer qualidade de definição do último passe no apoio a Dost, quer mesmo na finalização, incluindo a média distância. Plata é talento puro apoiado num físico que já impõe respeito e requer cautelas aos opositores.

Ainda sem deslumbrar, quer o capitão e consagrado melhor jogador do torneio transacto Bruno Fernandes e Raphinha disseram presente. O brasileiro, algo irregular na época passada e vitima de lesão arreliadora, tem quase pela certa a ambição de elevar o seu registo de performance que lhe consolide o estatuto na equipa. Do capitão sabemos bem que, salvo alguma anormalidade ou saída para o estrangeiro, continuará a ser determinante para o sucesso do Sporting e no rol dos melhores da Liga mais uma vez.

Talvez possa ser uma afirmação muito precoce, mas a observação atenta do actual plantel continua a evidenciar um dos maiores problemas que contribuíram para a irregularidade da equipa Keizer. Mesmo deixando de fora uma questão tão determinante como a análise da movimentação da equipa nos diferentes momentos do jogo – até porque é preciso mais e melhores observações – parece claro que falta ainda neste plantel algum talento com imprevisibilidade.

BREKALO E THIAGO ALMADA… QUEM SÃO?

Talvez não seja por isso estranho que tenham surgido nomes de potenciais reforços com o selo de cooperação com o colosso Manchester City.  Brekalo, Abdulkadir Omur e, mais recentemente Thiago Alamda têm em comum precisamente as características mencionadas. Falta ainda descodificar se esta procura existe de facto e se destina ao reforço da equipa com Bruno Fernandes, ou caso ele tenha guia de marcha em elaboração. O primeiro e último dos atletas mencionados são capazes de desempenhar várias posições no campo, entre as quais o 10 e o extremo. Por isso mesmo os elegemos para a apreciação mais detalhada.

Josip Brekalo é um wonderkid com uma história curiosa. A sua ascensão a internacional croata foi meteórica, tendo saltado rapidamente das bancadas, onde era fiel seguidor, para jogar no relvado em frente aos seus antigos companheiros de bancada. O croata é ambidextro e senhor de excelente passada, capaz de quebrar linhas com muita facilidade, a que associa, num cocktail venenoso, um drible demolidor e remate poderoso e certeiro.

Tem uma capacidade de manobra extraordinária em espaços curtos, de onde resultam amiúde faltas perigosas. Remata, muita vezes com sucesso, de qualquer posição, é excelente a colocar a capacidade de criar oportunidades ao serviço dos colegas melhor colocados. Apesar de ser apontado ao Sporting via Manchester City, tem muitos clubes no seu encalço. Tem 21 anos, é oriundo das escolas do Dínamo de Zagreb, sendo actualmente jogador do Wolsburgo, antigo clube de Bas Dost.

Thiago Almada faz entretanto o pleno nos jornais da especialidade nacionais apontado como futuro leão. Foi uma das revelações do campeonato argentino, joga no Veléz Sarsfield e tem apenas 18 anos. Jogador criativo, com grande capacidade de aceleração e mobilidade aliadas a uma facilidade estonteante mudança de direcção, drible curto e excelente a definir. Um excelente parceiro para um jogador como Bas Dost.

Senhor de uma velocidade excepcional, é mortal a contra-atacar. A sua baixa estatura faz dele quase inútil para o jogo aéreo. Mas o baixo centro de gravidade que lhe proporciona, junto com uma técnica imprevisível, que lhe cola a bola à bota, torna o roubo de bola quase uma miragem. Um projecto de grande jogador já em plena execução, à espera do clube e enquadramento certo para vingar.Aquilo que se chama um autêntico abre latas, terrível nos jogos com espaços ou para desmontar autocarros.

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Estatística e futebol: o que falta responder?

Sex, 12/07/2019 - 12:08

No meu artigo anual em que não escrevo inteiramente sobre basket e sobre a NBA, vou debruçar-me sobre as questões que gostava de ver respondidas, e o que gostava de ver melhorado, quando a estatística avançada no futebol se tornar mainstream. Foi com todo o gosto que li a peça de investigação do meu amigo twitteiro Nate Wolf, que participou numa formação de estatística no futebol organizada por Ted Knutson, que é um dos fundadores e CEO da StatsBomb Services, uma das maiores empresas neste mercado emergente no mundo da bola.

Eu, sendo um grande apologista da matemática e da análise estatística no desporto, principalmente naquele que é a minha grande paixão, o basket, curiosamente tenho-me tornado bastante céptico no que toca ao desenvolvimento da estatística no futebol, pelo menos o que vai ficando disponível para o público, quer em sites da especialidade, quer em artigos. Portanto, o que precisa de acontecer para acabar com o meu cepticismo?

1 – Como é que a estatística vai optimizar um desporto em que a sorte e jogadas “ineficientes” têm um impacto tão grande no resultado final?

Para me refugiar onde tenho mais conhecimentos, acabarei por utilizar a NBA como termo comparativo, se bem que também posso falar do ténis, ou de outros desportos em que todos os momentos do jogo têm influência directa no resultado final. Um jogador da NBA pode lançar um triplo, com um defensor pendurado em cima, em stepback com dois segundos no relógio…. e a bola entra. Há poucos lançamentos mais ineficientes do que este que descrevi e Kemba Walker, novo base dos Boston Celtics, que actuou pelos Charlotte Hornets em 2018-19, foi a estrela da NBA que mais lançamentos como descrevi lançou o ano todo, 2,2%, sendo que acertou 18,9%.

Kemba Walker (Foto: Getty Images)

Portanto, nem uma estrela quando forçada a um lançamento dos mais complicados que existem consegue marcar com uma frequência minimamente aceitável, e ainda bem. Só que este lançamento só vale 3 pontos, e esta época, para vencer um jogo na NBA, foi preciso marcar uma média bem superior a 100 por partida. Um lançamento que entre por sorte, pode valer, no máximo 2-3% da pontuação necessária para ganhar, enquanto que no futebol, não só há muito mais situações em que ineficiências ou sorte/azar têm influência no resultado, como essa influência é gigantesca.

No futebol há auto-golos (no basket também, mas acontecem tão raramente que nem encontrei uma estatística sobre tal na NBA), há remates que podem desviar num defesa e ir para dentro da baliza, há frangos do guarda-redes, há ressaltos na relva e há remates do meio da rua com um expected goal de 0,02 que podem dar um título. O que é que a estatística vai mudar numa modalidade que tem milhares de acções ao longo do jogo, mas que apenas uma ínfima percentagem tem impacto directo no resultado?

2- Qual será o medidor de performance que todos vão perceber e adoptar?

Voltando ao exemplo de Kemba Walker, aquele lançamento teve uma percentagem de acerto terrível, que dá 0.567 pontos por posse de bola. Sim, no basket tentamos quantificar tudo por posse de bola, por ser de interpretação muito mais simples. Ainda não é garantido que qualquer adepto da NBA que eu aborde entenda quantos pontos por jogada um lançamento vale, mas a modalidade caminha rapidamente nesse sentido. Qual vai ser o equivalente no futebol? Qual vai ser o termo que, da mesma maneira que se for ler um rescaldo de um jogo na ESPN e me vai lá aparecer quantos pontos por posse de bola cada equipa marcou, eu vou ficar a saber quando fizer um clique num site de desporto ou abrir o jornal no dia a seguir?

3- Como é que a estatística vai calcular o impacto de cada jogador em campo no resultado?

Imaginemos que o Porto vence o Braga por 1-0, o golo foi marcado por Tiquinho Soares, mas a jogada iniciou-se no guarda-redes, passou por 7 jogadores diferentes, num total de 12 passes, até chegar à cabeça de Soares, através de um cruzamento certeiro de Otávio. Diria que tanto a assistência como o remate são as duas acções fundamentais para este golo, terão maior relevância no resultado que o primeiro passe do guarda-redes que inicia a jogada, porém como é que tudo isto pode ser quantificável?

Terá sido mais importante o guarda-redes ter iniciado a jogada do golo ou o número de remates à baliza que defendeu ao longo da partida? O conceito de que estou a falar é o de Win Shares. Basicamente é um método que avalia todas as acções quantificáveis tanto no ataque como na defesa, de um jogador de basket e atribui-lhes um valor.

Uma equipa que tenha ganho 60 jogos numa época, terá esse sucesso dividido pelos membros do plantel que estiveram em court, em estimativa (não é um método 100% rigoroso) mas que faz uma aproximação muito grande ao real impacto individual no contributo para o sucesso colectivo, tal é o número de anos que já foi testado e consegue resultados muito próximos da realidade.

Na NBA existem as Win Shares que estimam a contribuição de um jogador ao longo da temporada, e as Win Shares per 48, que fazem o mesmo exercício mas dividindo o esforço pela duração de um jogo, porque ao contrário do futebol, é muito raro um jogador de basket estar em campo a totalidade dos encontros.

Busquets (Foto: Diario AS) 4- Como é que posso calcular o sucesso por determinado tipo de acção? E como poderei eu ter acesso a essa informação?

Penso que é mais ou menos aceite que Sergio Busquets é o melhor médio defensivo do mundo. Lê o jogo de forma sublime, toma decisões com uma antecedência incrível, ainda a bola não lhe chegou aos pés e ele já sabe que colega estará solto, ou se o melhor é ultrapassar o defensor directo em drible. Eu, como enorme admirador de Busquets adorava saber qual é a percentagem de jogadas que lhe passam pelos pés e terminam numa ocasião de golo.

Os meus olhos dizem-me que muito poucos jogadores terão um sucesso tão alto a sair de uma zona defensiva de pressão e a partir para o ataque organizado como ele. Só que eu, como tenho a mania dos números, queria que existisse um site onde posso consultar quantas vezes por jogo é que o Busquets iniciou uma jogada de perigo ao ultrapassar um adversário em drible. Ou, simplesmente, com que frequência é que ele recebe e conduz vs a frequência com que recebe e passa.

Na NBA, com sites como o stats.nba.com ou o basketball-reference.com (existem outros como o cleaningtheglass.com ou o synergysportstech.com mas eu estou focado nos estritamente grátis), o céu é praticamente o limite. Não só tenho acesso a uma variedade enorme de estatísticas, das mais básicas às mais avançadas, como posso comparar temporadas recentes com outras eras mais antigas.

Posso consultar a percentagem de acerto de lançamento de cada jogador com um determinado defensor, ou a que distância é que esse defensor se encontrava do lançador. No futebol, gostava de transpor esta informação e adaptá-la para analisar aquela estatística quase inacreditável sobre o central do Liverpool Virgil Van Dijk, que, segundo uma rápida pesquisa, está há 66 jogos sem que nenhum opositor consiga ultrapassá-lo em drible, sendo que também li argumentos de que terá acontecido na final da Liga dos Campeões contra o Tottenham, ou na última vez que defrontou o Manchester City para a Premier League. Adiante, não só gostava de saber quantas vezes por jogo é que o tentam ultrapassar em drible, como também queria ver calculada a distância média a que se encontra do atacante nestas acções.

Van Dijk (Foto: ESPN) 5- Quando poderei aprender e consultar informação sozinho?

Esta é a pergunta bónus, que serve tanto de conclusão como de aproximação aos argumentos de Ted Knutson sobre as principais razões pelas quais ainda não tenha acontecido o boom da estatística avançada no mundo do futebol. A meu ver, há três características que terão de se verificar para que este aconteça: acessibilidade compreensão e educação. Enquanto que haverá sempre estatísticas ou fórmulas matemáticas mais fáceis de aprender que outras, é imperativo que se venham a desenvolver algumas maneiras de explicar o jogo com análise de números de forma a que um adepto sem formação nesta área compreenda o que está a ler.

Adicionalmente, tem que haver acesso público à informação para que os próprios adeptos se possam educar e saber mais, um adepto curioso e informado será sempre uma mais-valia em qualquer desporto.

Potencialmente, o futebol pode tornar-se num universo ainda maior ao nível da estatística avançada que o basket. Os jogos são maiores, há mais intervenientes, há mais acções, há menos pausas, o que se traduz em mais variáveis quantificáveis. Por outro lado, empresas como a StatsBomb Services ainda não conseguem ser muito lucrativas, nem há muitos clubes a apostar nestes serviços de consultoria. A ligação entre a estatística e o adepto é a última barreira a ultrapassar, porém a mais complicada e mais próxima é a da aceitação dos clubes nesta próxima revolução.

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Paulo Jacinto um “artesão” da margem sul

Sex, 12/07/2019 - 10:20
gliding…. Foto: Arquivo Pessoal

No decorrer do início do Verão fomos falar com o Paulo Jacinto, shaper de longboard que habitualmente costuma andar pela Margem Sul e Ericeira, entre outros spots.

 

Paulo Jacinto
Zona: Costa de Caparica
Idade: 47
Anos de surf: 35

 

Quem é Paulo Jacinto (fala um pouco de ti … Se quiseres claro!!)

Sou um puto humilde que curte partilhar umas ondas com os amigos, beber umas jolas e fazer umas pranchas do método tradicional.

Qual a melhor onda para longboard em Portugal?

Se perguntares onde mais gosto de surfar obviamente que responderia em casa (CAPARICA) mas acho que Ribeira D’Ilhas é a melhor onda Portuguesa para o “trimming”.

Qual a manobra de longboard que mais gostas de fazer e de ver?

Bem há várias de que gosto desde que o estilo clássico se imponha mas um hang ten é sempre um hang ten.

O que significa surf para ti?

Eu vejo o surf como um ritual espiritual, depois de uma boa sessão acho que saio de água uma melhor pessoa, não te acontece?

Paulo Jacinto foto: Endless Fun (Joel Reis) Como vês atualmente o surf em geral?

Custa me tanto responder a esta pergunta… mas acho que toda a gente quer tirar partido dele para ganhar dinheiro e aí perde-se a verdadeira essência que é a parte espiritual.

Consideras que um shaper é um artesão que procura dar a harmonia através das pranchas que cria? S

em dúvida alguma, por isso sou contra a produção das pranchas em série.

Como foi até hoje a tua evolução enquanto shaper, trabalhaste com outros shapers (nacionais ou internacionais) ou sempre procuraste descobrir o caminho sozinho?

Procurei sempre melhorar a minha técnica de uma maneira ou de outra, mas quando se tem contato como eu tive com grandes nomes do shape internacional como Rich Pavel, Chris Christenson, Manuel Caro e outros é sempre tudo mais fácil claro, mas o que me dá mais prazer no design de pranchas é desenvolver os meus próprios modelos levá-los para dentro de água e aos poucos ir testando e melhorando.

Como vês atualmente o longboard em termos globais? (freesurf e competitivo)

Para mim será só é sempre o lado soul nada de competição (risos)

O que é para ti o LOG?

É outra forma de expressão nas ondas nem melhor nem pior que outras.

Quem é o melhor log do mundo atualmente e que são as tuas referências de surf e shape?

Joel Tudor, Alex Knost, Jimmy Gamboa, entre outros no shape curto inspirar me nas formas antigas do Greg Noll, Bing Coopeland, Skip Frye etc.

Que prancha foi a melhor para ti, até hoje?

São todas boas a mágica está para sair lolol

O que achas do longboard em Portugal nos últimos anos, a sua evolução, o número crescente de adeptos, e como estão atualmente as coisas nas praias?

Está a crescer muito mas de forma desorganizada penso eu, é moda cultura há muito pouca infelizmente.

Uma mensagem que gostarias de passar a todos?

Sigam o vosso coração, partilhem ondas, pratiquem a paz e sejam felizes.

Aloha

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Rugby Lab 59# Foram justos campeões Crusaders, Toulouse e Saracens?

Qui, 11/07/2019 - 21:28
DESDE O VIVE LE TOULOUSE PASSANDO PELOS TRICAMPEÕES CRUSADERS!

Estamos a poucos meses do Mundial de Rugby, um evento que marca profundamente o ano desportivo do Planeta da Oval e que por vezes tem efeitos “estranhos” nos vários campeonatos de clubes de todos os continentes. Na Europa Saracens, Leinster e Toulouse reinaram supremos, enquanto que no Super Rugby houve tricampeonato… mas mereceram todos?

Com ajuda de Victor Ramalho do Portal do Rugby, analisámos um por um para perceber o mérito das suas conquistas, de como lá chegaram, de quem ficou para trás e do impacto que tiveram no rugby.

Pronto para ouvir mais um episódio do Rugby Lab?

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Verão louco: terramotos e bombas na NBA

Qui, 11/07/2019 - 19:13

Foi no dia 1 de julho que abriu possibilidade de reunir e negociar com free agents da NBA. Mas não foi preciso esperar até esta data para começarem a chover novidades daquilo que será a nova temporada da liga americana de basquetebol.

A primeira bomba e os free agents

Já no dia 15 do mês passado tinha rebentado a primeira bomba do mercado: Anthony Davis trocado para os LA Lakers por Lonzo Ball, Josh Hart, Brandon Ingram e duas escolhas de 1ª ronda. Depois de toda uma novela, LeBron conseguia a sua estrela para um ataque à Conferência Oeste à procura de um novo líder. Havia ainda espaço para um terceiro homem mas o que aconteceu desde dia 1 era, nesta altura, totalmente inesperado.

A turma dos free agents deste ano era absolutamente incrível! Kevin Durant, Kawhi Leonard, Kyrie Irving, Kemba Walker, Al Horford, Jimmy Butler, D’Angelo Russell, Chris Middleton, Klay Thompson e Tobias Harris eram os mais cobiçados de todos. Os 3 últimos acabaram por assinar com as equipas onde já estava, todos os outros terão nova casa neste ano. Mas vamos por partes.

(Foto: Online Gambling)

Das equipas com espaço para alocar contratos máximos, os Brooklyn Nets foram os mais ativos já que tinham espaço para 2 jogadores. Num negócio totalmente inesperado, Nets e Warriors fizeram sign-and-trade (assinaram e trocaram imediatamente) de Durant e D’Angelo Russell, dando um all-star aos Warriors mesmo perdendo Durant e garantindo mais dinheiro para ambos os jogadores. Logo aqui, um dos fortes candidatos do Oeste que ia ficar desfalcado volta à ribalta, enquanto Klay recupera de lesão, Russell e Curry poderão aguentar o barco dos Warriors e, quem sabe, fazer uma gracinha nos playoffs.

Do outro lado, emergia uma nova equipa a ter em conta. Os Nets assinaram também com Kyrie Irving formando, quando Durant voltar da lesão, um duo muito difícil de parar num Este cada vez mais confuso.

Sem Irving, os Celtics precisavam de uma estrela para juntar aos seus jovens. Horford “fugiu” para Philly e Boston viu no talentoso Kemba Walker uma opção perfeita para ser o novo point guard da equipa. Claro que Philly, mantendo Tobias Harris e contratando Horford, não conseguiria manter Butler. Para onde foi o ex-Bulls? Knicks? Lakers? Clippers? Não, Miami Heat! Mais uma aquisição inesperada que levanta mais uma equipa no Este.

A grande bomba que mais pareceu um terramoto

Dos jogadores que mencionei só falta “revelar” o destino de Kawhi Leonard. E sim, Leonard é um dos melhores da Liga, MVP das finais dando um título histórico aos Raptors, mas é suficiente para causar um terramoto? Não sei, mas o que é certo é que a Califórnia tremeu com um sismo de 7,1 na escala de Richter horas antes do anúncio do destino de Leonard.

Os favoritos para conseguirem Kawhi eram os Raptors e as duas equipas de Los Angeles, Lakers e Clippers. Tanto Raptors como Lakers apresentavam soluções capazes de lutar pelo título deste ano, tal como Leonard queria. Os Clippers teriam que juntar outra estrela para o fazer, mas quem seria? Nenhum free agent estava livre, Beal era impossível e Kawhi deu um nome específico que, caso os Clippers conseguissem, o MVP das finais assinava com a equipa de Steve Balmer. O nome? Paul George…

(Foto: Beacher Report)

George assinou, no verão passado, um contrato com os Thunder. Dois anos a perder na primeira ronda e poucas perspetivas de melhoria na equipa levaram a que PG pedisse para ser trocado para os Clippers. A partir daí tudo se desenrolou. Um autêntico camião de escolhas do draft e dois jogadores depois, Paul George e Kawhi Leonard são jogadores dos Clippers.

Com isto, a equipa “pequena” da cidade dos anjos passa para a frente da corrida no Oeste? Com duas super-estrelas, Lou Williams, Pat Beverley e Montrezl Harrell ao comando de um experiente Doc Rivers, são, para mim, os favoritos no Oeste.

Vencedores e perdedores das bombas

A referência às bombas vem das famosas “Woj bombs” pelo anúncio dos grandes negócios por parte de Adrian Wojnarowski (jornalista da ESPN) no seu Twitter. E que equipas saíram por cima e por baixo desta chuva de bombas dos últimos dias?

Vencedores:

  • Clippers e Nets por conseguirem, cada um, duas estrelas para dominarem (ou tentarem) as respetivas conferências. Deixam, assim, de ser as equipas pequenas de LA e NY;
  • Raptors e Thunder, os primeiros por, apesar de perderem Kawhi Leonard terem conseguido um título com a sua estadia e os segundos por saberem quando apertar o botão de rebuild e conseguirem tantas picks por Paul George;
  • Lakers por, depois de trocarem por Davis terem construído um roster equilibrado com Rondo, Zubac, DeMarcus Cousins, Danny Green e Avery Bradley

Os fãs por terem uma liga mais equilibrada e distribuída que promete uns playoffs ainda mais entusiasmantes do que os deste ano.

(Foto: Ayernax Media)

Perdedores:

  • Knicks por perderem a oportunidade de assinar com alguma estrela num mercado tão recheado;
  • Toronto que, mesmo sendo vencedores, são perdedores por não terem conseguido ficar com Kawhi e com uma forte oportunidade de defender o título conquistado;
  • Também os Lakers são vencedores e perdedores por, apesar da troca por Anthony Davis e do bom roster, não terem conseguido nenhum dos free agent para juntar às duas estrelas.

Pela primeira em muitos anos não fazemos a mínima ideia de nenhuma das equipas que estará nas Finais do próximo ano. O Oeste está mais sangrento que nunca com 5 equipas fortes o suficiente para vencer a Conferência. O Este ficou mais fraco mas não mais previsível, os Bucks parecem partir na frente mas há mais 2 ou 3 equipas capazes de lhes fazer frente.

No mercado ainda faltam Russell Westbrook e Steven Adams para OKC entrar em modo de total reconstrução. Nos próximos dias podemos esperar mais uma bomba a abalar a NBA. Entretanto, com o fim das bombas começará a época onde se dará a verdadeira guerra. Cabe-nos esperar e, enquanto isso não chega, fazer refresh constante no Twitter de Adrian Wojnarowski.

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Sporting de Keizer tem ainda muito trabalho a fazer!

Qui, 11/07/2019 - 17:34

O Sporting defrontou o modesto Rapperswil Jona, naquele que foi o primeiro teste dos leões em terras helvéticas e naquele que seria também o primeiro teste aberto ao público e o a primeira oportunidade de ver a versão Sporting de 20219/2020.

Keizer dividiu o a equipa pelas duas partes apresentando dois 11’s completamente distintos, algo que acabou por jogar contra o treinador holandês. Os leões atuaram na primeira parte com a equipa que mais se aproxima da versão base que o técnico deverá lançar no início da época na supertaça com o rival Benfica, ao passo que na segunda parte foi possível ver o rendimento dos suplentes, dos regressados e dos jovens lançados das camadas jovens do Sporting.

Foi um Sporting ainda muito dependente da sua estrela aquele que se viu na Suiça. (Fonte: A Bola)

Num jogo onde o resultado não tem importância naquilo que será o decorrer de uma época bem longo e ainda algo longínqua, não deixa de ser algo vergonhoso para os leões terem saído de campo vergados por uma equipa que esta época vai disputar a 3ª divisão da Suiça e sobre a qual muitos esperariam uma vitória folgada e com vários golos.

Os grandes destaques da primeira parte foram o inevitável Bruno Fernandes e o extremo Raphinha. Bruno continua a mostrar que tem uma qualidade técnico-tática muito acima da média e encheu o campo, mesmo estando ainda com uma rotação muito baixinha quando comparámos com o Bruno da última temporada, algo perfeitamente normal. Já Raphinha quer arrumar desde cedo a sua titularidade, começando a mostrar já a sua velocidade, o seu drible e a sua capacidade de finta, mostrando uma ótima relação com o internacional português no meio campo, conseguindo criar a maioria das jogadas de perigo.

Na defesa Luís Neto apresentou-se a bom nível reforçando a ideia que veio para lutar por um lugar no eixo defensivo, ao passo que Thierry não soube aproveitar a oportunidade de ser o único lateral direito disponível, esperando-se mais do campeão europeu de sub-19, numa posição que precisa urgentemente de um dono.

Na frente o grande destaque vai para o meio campo com Doumbia a partir à frente na posição de “6” e com Vietto a ser o extremo esquerdo que servia de apoio a Bas Dost, situação que pode não ser definitiva fruto da existência de Acuna para o lugar. No entanto, este foi o primeiro teste em que Keizer fez variar o 4x3x3 que apresentou no Sporting na última época para o 4x4x2.

Raphinha chegou cheio de vontade para não passar pelas indefinições da última época. (Fonte: Record)

Quando chegou a segunda parte todas as dificuldades do Sporting foram expostas, principalmente a nível defensivo. A pouca eficácia na transição defensiva já vinha da primeira parte, mas foi sempre bem gerida por Mathieu e Neto, só que Ivanildo e Ilori demonstraram dificuldades no entendimento e no posicionamento que confirmam as principais suspeitas: os dois não tem qualidade para o nível exigido no Sporting.

A juntar à inércia defensiva, o Sporting registou um apagão do ponto de vista ofensivo, tendo apenas dois lances de registo em toda a segunda metade (remate ao ferro de Plata e remate por cima de Camacho). Isto deveu-se a uma má estratégia de Keizer que ao colocar as fichas todas na primeira parte, não deu às alternativas o contexto ideal para potenciar o seu futebol, visto que só a jogar com os melhores é que os mais inexperientes podem ter qualidade de jogo.

Com Eduardo e Miguel Luís a não assumirem o início da construção, teve que ser Matheus pereira a recuar para perto dos centrais, fugindo ainda mais da sua posição, uma vez que atuou como médio ofensivo em vez de extremo, e perdendo aquilo que faz dele um bom jogador que é o atuar de frente para o jogo. No meio acabou por ser uma presa fácil e raramente conseguiu desequilibrar, muito menos com a qualidade com que Bruno Fernandes o faz.

Na frente ao contrário de Bas Dost que teve apoio das investidas de Raphinha e da chegada pelo centro de Vietto e Bruno Fernandes, Luiz Phillype foi sempre um homem só, uma vez que os extremos que jogaram na segunda parte (Camacho e Plata), pouco utilizaram o jogo interior.

Plata acabou mesmo por ser a mais agradável surpresa da noite, ter ritmo do recente mundial de sub-20 ajudou, ao ser o mais inconformado e o motor que permitiu ao Sporting chegar com perigo na segunda parte, tendo a sua exibição apagado em parte a do reforço Camacho.

FUTEBOL – Rafael Camacho no Rapperswill Jona – Sporting, encontro de carater particular disputado no ambito do estagio de pre epoca do Sporting com vista a preparacao da PRIMEIRA LIGA 2019/2020. Centro Desportivo do FC Freienbach, nos arredores de Zurique, na Suica. Quarta Feira, 10 de Julho de 2019. (Miguel Nunes/ASF) Rafael Camacho

Por fim destacar o trabalho dos miúdos da formação (Quaresma, Abdu Conté, Nuno Mendes) que tiveram estreias positivas na equipa, jogando de forma simples e nunca comprometendo a equipa e conseguindo arrancar lances que empolgaram os adeptos que se deslocaram para ver o Sporting.

Tudo isto serve para mostrar a Keizer que é preciso definir melhor o papel dos jovens em campo e exigir mais do posicionamento e da transição defensiva. As debilidades da última época parecem longe de estar resolvidas com os espaços e as situações de golo a aparecerem com alguma naturalidade, mesmo em adversários com a valia do Rapperswil. Na frente houve muita cerimónia parecendo que queriam entrar com a bola pela baliza, algo perceptível pela ideia de querer trabalhar e fazer a bola circular no pé, mas isso resultou em algum exagero que também não deve ser permitido.

Aos adeptos é pedido calma com uma equipa que precisa de crescer, mas onde não vale a pena crucificar por perder com uma equipa do 3º escalão, da mesma maneira que não pode haver excitação desmedida caso acha uma vitória com equipas de maior valia como Liverpool. As pré-épocas tem um carácter especial e a exigência da vitória deve apenas surgir no início das competições oficias em Agosto.

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Futebol à Portuguesa 33# O mercado (pouco) agitado da Liga NOS

Qua, 10/07/2019 - 20:32
O mercado e ausência dele na Liga NOS

O mercado do futebol está em alta e a Liga NOS não é exceção! A venda de João Félix é a grande história do Verão mas não é a única! Porto perdeu peças importantes e Sporting ainda não sabe se fica ou não com Bruno Fernandes. Já as 3 principais equipas minhotas trocaram de treinador e, por isso, ainda não atacaram o mercado à séria!

Com a presença de Pedro Afonso e José Nuno Queirós, o Futebol à Portuguesa explora e explica os negócios das equipas portuguesas e mostra o que ainda pode acontecer! Ouve tudo aqui!

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Domínio oferece resultado histórico – o “grubber” do World Rugby Trophy 19′

Qua, 10/07/2019 - 02:07

Portugal entrou a “matar” no World Rugby Trophy 19 com uma vitória por esclarecedores 59 ponto a 27 no jogo de estreia na competição frente a Hong Kong. Foi o resultado mais volumoso conquistado pelas Quinas em participações nesta competição e foi construído através de um jogo rápido, intenso e solidário, com Raffaele Storti, Jerónimo Portela, Rodrigo Marta, Pedro Lucas e José Roque a serem alguns dos destaques do encontro.

A análise à participação dos Lobos sub-20 no Mundial “B” da categoria de sub-20 neste grubber do World Rugby Trophy 2019.

TOTAL RUGBY COM GENIALIDADE PORTUGUESA À MISTURA – 8 PONTOS

Pontapé para a direita, pontapé para a esquerda, sprint para dentro, sidestep para fora… foi desta forma (dito de uma forma demasiado simples) que Portugal criou sucessivas dificuldades a Hong Kong, numa procura constante pelas roturas defensivas, quebras-de-linha ou outras formas para encontrar o caminho para o ensaio.

No meio das boas combinações e movimentações e de um rugby sempre jogado a alta velocidade, onde Pedro Lucas (finalmente viu-se a verdadeira qualidade do formação português, depois de um Europeu menos bom) Jerónimo Portela e Simão Bento foram fundamentais, foi no jogo ao pé que se construiu a vantagem para a vitória de Portugal logo na primeira-parte. Jerónimo Portela e Simão Bento foram atirando pontapés venosos para as costas da defesa da formação asiática que tanto Raffaele Storti ou Francisco Salgado foram na perseguição, conseguindo recuperá-la sempre com uma excelência total.

O jogo à mão foi pautado pela excelência de processos, destacando-se bem o par de médios e de centros, onde José Câmara foi importante no trabalho de ligação e de segurança defensiva, enquanto que Rodrigo Marta foi uma constante preocupação de Hong Kong ao ponto que os asiáticos ofereceram demasiado espaço à ponta, em particular à zona de incidência do MVP da noite, Raffaele Storti.

A aceleração do ponta e o poder de manobra que apresentou no jogo, foram essenciais para que conseguisse ganhar a frente aos seus placadores abrindo constantes brechas na defesa adversária, sem que nada nem ninguém o conseguisse bloquear na primeira cortina defensiva.

Em suma, assertividade na transmissão e captação da bola, boas entradas no contacto que forçaram um maior envolvimento do adversário, aberturas rápidas e exploração dos espaços quer à mão ou ao pé, foram os elementos definidores de uma exibição de qualidade de Portugal no ataque.

FISICALIDADE, INTELIGÊNCIA E PODER DE ACTUAR… COMO SE GANHOU O BREAKDOWN – 6 PONTOS

Começamos logo com um exemplo do que foi Portugal na luta no contacto, não só na placagem mas no ir “roubar” a oval… minuto 41, Hong Kong muito próximo da área de ensaio e de repente surge Manuel Pinto a retirar a bola das mãos do adversário e a pôr fim a uma jogada minimamente perigosa para o lado luso.

O rigor e a capacidade de actuar neste aspecto fundamental do jogo foi uma das chaves para o sucesso dos comandados de Luís Pissarra no final dos 80 minutos, destacando não só o papel de Manuel Pinto, mas também o de Frederico Simões, Martim Belo, Helano Alberto, José Câmara (na 2ª parte tem uma acção que quase deu turnover, ficando por milímetros um saque perfeito depois de uma excelente placagem) ou Rodrigo Marta na disputa pelo breakdown.

Já no Europeu de Abril passado foi decisiva a forma como os jovens portugueses se ofereceram ao sacrifício de batalhar no contacto, aparecendo bem na primeira cortina defensiva, para depois surgir logo no imediato uma unidade de “assalto” no ruck, criando diversos problemas ao adversário, que no caso de Hong Kong foi forçado a comprometer um extra de jogadores que preferiam estar fora do ruck à espera de uma oportunidade para atacar.

Podendo não parecer tão pesados ou fisicamente desenvolvidos como os adversários contrários, a verdade é que Portugal foi sempre melhor na placagem, na recuperação defensiva, no redisponibilizar para nova defesa e na disputa no ruck, superando o adversário em alguns momentos críticos no encontro que acabaram por dar uma dose de confiança, ajudando os atletas a caminhar no sentido certo da vitória.

Na 2ª parte houve menos eficiência no trabalho no chão, cometendo algumas penalidades que Hong Kong aproveitou para chegar aos postes, para além de que o contra-ruck foi algo inexistente quando se pedia uma tentativa de incómodo pelo eixo-defensivo, já que o adversário a certo momento deixou-o de defender com tanto “peso”.

PRESSÃO DEFENSIVA E O CUIDADO A TER QUANDO SE HESITA – 3 PONTOS

Se na primeira-parte Portugal saiu para o intervalo como uma larga vantagem sem qualquer ensaio consentido, na segunda metade do encontro acabou por oferecer três ensaios a Hong Kong, todos nascidos dos mesmos erros: hesitação defensiva, mau apoio e alguma displicência.

Hong Kong tentou basear o seu jogo no contacto em pura “agressividade”, procurando impor um certo medo a Portugal que nunca foi encontrado… todavia, a equipa das Quinas subiu em falso em alguns momentos e permitiu que o nº10/15 adversário conseguissem bater o pé e entrar pelo meio da defesa, surgindo Simão Bento em alta velocidade a estancar esses golpes (exibição de excelência do defesa nesse sentido).

O 1º ensaio de Hong Kong foi o exemplo máximo de aproveitamento do adversário em relação à hesitação e comunicação deficitária na linha defensiva portuguesa… ruck formado e controlado, José Câmara, nº12 de Portugal, acaba por cair em falso ao pensar que o adversário ia atacar pelo lado oposto e dá dois passos atrás, abrindo uma brecha na defesa que vai ser aproveitada para chegar ao ensaio, sem que houvesse “socorro” possível.

O centro que até rubricou uma exibição completa no que toca à placagem, ao ir no apoio do placador, para além de ter oferecido uma linha de condução de bola no ataque de qualidade, foi um dos alguns jogadores a caírem neste tipo de erro que Hong Kong só conseguiu aproveitar em duas ocasiões.

Não há dúvida que os sub-20 possuem uma capacidade placagem de excelência e uma “agressividade” de topo quando é necessário bloquear o maior poder físico do adversário, mas as hesitações defensivas são pormenores problemáticos nos jogos que se seguem.

PONTUAÇÃO FINAL: 17 PONTOS

Pontos Positivos: jogo ao pé foi de alta qualidade a partir dos 8 minutos de jogo, com Jerónimo Portela e Simão Bento a nortearem bem a equipa nesse sentido; formações-ordenadas deram outro nível e forma ao domínio português, em especial nos segundos 40 minutos; fisicalidade na placagem foi de qualidade, bloqueando por completo a estratégia de jogo de Hong Kong; excelente abordagem ao breakdown, onde foram recuperadas pelo menos 6 bolas durante todo o jogo; capacidade para encontrar os espaços e aproveitá-los em alta velocidade; jogo à mão foi impressionante, registando-se poucos erros na transmissão e captação da bola; intensidade e capacidade física de aguentar 68 minutos sempre em grande ritmo;

Pontos Negativos: hesitações na linha-defensiva abriu espaço para Hong Kong conseguir ter oportunidades ofensivas; alinhamentos não entraram, perdendo 7 bolas durante todo o encontro para o adversário; maul dinâmico foi bem defendido por Hong Kong, mas sentiu-se que Portugal podia ter sido mais lesto para garantir uma primeira vantagem; as primeiras mexidas não correram como pretendido;

XV TITULAR COM SUPLENTES (1 A 15 COM MARCADORES)

David Costa, Frederico Simões, António Cunha, Sebastião Silva, Martim Belo, Manuel Pinto, Helano Alberto, José Roque(C), Pedro Lucas (5), Jerónimo Portela (3+2+2+2+2+2+2+2) Francisco Salgado (5+5), José Câmara, Rodrigo Marta (5), Raffaele Storti (5+5+5), Simão Bento,

Suplentes: Márcio Pinheiro, Rodrigo Bento, Duarte Conde, José Madeira, André Gouveia, Manuel Maia, Joaquim Félix, Tomás Lamboglia (5+2+2), João Vieira,  José dos Santos e Francisco Rosa

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9ª etapa de MotoGP – GP da Alemanha

Ter, 09/07/2019 - 18:29

O francês Fábio Quartararo foi mais uma vez destaque ao realizar o melhor tempo da primeira sessão de treinos livres, mas Marc Marquez estava com a mente na vitória da etapa depois de na Holanda ter ficado em segundo e rapidamente assumiu os melhores tempos nas sessões de treinos livres e na qualificação, conquistando a sua 5ª pole position do ano, na pista alemã.

Conquistou depois a sua 10ª vitória consecutiva na pista de Sachsenring numa corrida onde não teve grande luta, com Quartararo a cair na segunda volta e a deixar o espanhol gerir a liderança.
Em segundo ficou Maverick Viñales, a 4,5 segundos de Marquez e em terceiro Cal Crutchlow, a mais de 7 segundos.

Marquez fecha assim a primeira metade do campeonato com 185 pontos, mais 58 que Andrea Dovizioso, o segundo na classificação geral, que terminou apenas em 5º no Grande Prémio alemão.

Miguel Oliveira

Estava a ser o melhor início de GP até agora, com o piloto a rodar na 15ª posição nos treinos livres do segundo dia, mas na qualificação e, devido a falhas de comunicação com a equipa, o piloto não conseguiu ir além do 20º melhor tempo, que o atirou para a 7ª fila da grelha de partida.

Miguel Oliveira terminou em 18º, apesar da queda na curva 3 da segunda volta, quando rodava na 16ª posição. Conseguiu voltar à pista e mostrou a vontade, o espírito de luta e a ambição de ser uma referência no futuro do MotoGP. Realizou uma corrida solitária e sem qualquer referência, mas conseguiu terminar  a sua 33ª corrida consecutiva, o que faz do português um dos mais consistentes, apesar de alguns resultados menos bons pelo caminho.

Com 15 pontos no mundial é o 18º da categoria principal.

Miguel Oliveira (Foto: Abola)

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O UFC 239 foi o evento do ano, de tirar o fôlego e o sono de qualquer um. Confira…

Ter, 09/07/2019 - 14:10

Do Sábado para o Domingo, 06 de Julho, as corujas não piscaram os olhos e diretamente de Las Vegas os artistas do mundo do MMA, arrancaram o sono de todos com as melhores lutas do ano.

O palco mais usual do UFC brilhou novamente, o T-Mobile Arena em Nevada, USA, recebeu mais uma vez um publico fiel, e lutadores prontos para o melhor espetáculo do mundo, e foi exatamente o que se viu.

Depois de um card preliminar alucinante, o card principal ficou por conta dos melhores da atualidade.

DESTAQUE PARA AS 3 LUTAS PRINCIPAIS.

Na antepenúltima luta da noite, Jorge Masvidal vs Ben Askren, tivemos o nocaute mais rápido da história do evento. Em apenas 5 segundos Masvidal, aplicou uma joelhada voadora, que fez Askren desmaiar no mesmo instante. Já no chão, apagado, Askren ainda tomou 2 socos na cara, até que o juiz terminasse a luta.

Fonte: SporTv

Estava claro que Jorge Masvidal e Ben Askren tinham problemas pessoais antes mesmo da luta. Mas foi na coletiva que tudo isso ficou claro. Irônico, Masvidal respondeu rindo as críticas sobre os dois socos que aplicara em seu desafeto, já desmaiado no chão.

”Ele recebeu um super golpe na cabeça, pegou na clavícula. Ele recebeu de tudo. Depois ainda tomou aqueles socos na cara porque eu achei que ele fosse levantar(risos)”

”Era super necessário (os socos após o nocaute). Por que não seriam? O árbitro não tinha me contido ainda. Meu trabalho é bater nas pessoas até que o árbitro me impeça. Então para essas pessoas que estão me criticando, talvez seja melhor parar de assistir MMA e voltar para o futebol”, completou Jorge.

Com o triunfo, Masvidal ficou ainda mais próximo da tão sonhada luta pelo título. O americano é um dos postulantes a encarar o atual campeão da categoria até 77kgs, Kamaru Usman.

AMANDA NUNES VS HOLLY HOLM…

Com certeza em uma das lutas mais aguardadas, a Leoa brasileira Amanda Nunes fez a fila, e derrubou a última grande campeã do UFC.

Já dona de 2 cinturões, Amanda colocou um dele em jogo no UFC 239, contra a americana Holly Holm.

Holly tem história no esporte, além de já ter conquistado o cinturão do UFC, em um passado recente, Holly também já foi campeã mundial de Boxe.

Mas nada disso fez diferença para Nunes, que com calma encontrou a distância perfeita, trocou alguns socos com Holly, mas foi com um incrível chute na cabeça que a Leoa colocou a estadunidense para sentar, ficando vulnerável a socos até o juiz finalizar o combate.

Fonte: Cbs Sports

Com isso, o UFC deve sair as ruas buscando mulheres fortes e técnicas o suficiente para fazer frente a Amanda.

GUERRA ENTRE BONES E MARRETA!

Thiago ”Marreta” Santos é um carioca que vem comendo pelas beiradas no UFC. Começou competindo no evento em duas categorias a baixo do que compete hoje que é o meio-pesado até 93kgs. Com um cartel de 21 vitórias e 7 derrotas, Marreta subiu para tentar história. Tirar o cinturão de uma das maiores lendas do UFC. Jon Jones.

O americano dispensa apresentações, Jones ainda é considerado invicto na organização. No cartel oficial, apresenta uma derrota, mas que veio dos tribunais e não de dentro do Octógono. A luta em questão, entrou como negativa na contagem, após Jones ser pego no Dopping.

Mesmo com as suspensões, Jones retorna ao palco, e faz o que trivial: Atropelar quem aparecer pela frente.

Fonte: A Razão Dessa vez não foi bem assim…

Jones encontrou um lutador muito forte, de envergadura inferior, mas com um coração de um guerreiro medieval que só cai, quando lhe faltar o chão, porque nem com os dois joelhos estourados Marreta desistiu da luta.

Ninguém esperava, mas a luta só terminou após 5 rounds de 5 minutos cada. Os juizes ficaram com a responsabilidade de dizer, se o cinturão iria permanecer com o dono, ou se alguém forte o suficiente o pegaria.

Não foi fácil!

Sem dar muitas chances para Jones, Marreta comandou alguns dos 5 rounds, inclusive o último. Mas foi logo no primeiro, que talvez ele tenha perdido a batalha.

Sem demonstrar MUITO, Thiago visivelmente teve seu joelho esquerdo torcido, ao pisar, ainda nos primeiros minutos da luta. Em menor escala, lembrou o joelho do Ronaldo O Fenómeno quando lesionou-se na Internazionale de Milão.

Com mais de 20 minutos pela frente, a enfrentar um trator, Thiago passou a trocar a passada, mas jamais descansou ou mostrou estar com algum problema, e assim a luta seguiu. Muito movimentada até o ultimo segundo.

Vitória e cinturão ficaram para Jon Jones por decisão dividida dos juizes.

O termino da luta foi realmente muito emocionante. Após abraços e elogios das duas partes, Marreta convidou Bones para conhecer o RJ, revelou ser fã do americano e se mostrou muito feliz, mesmo com a derrota.

Os dois lutadores sairam do Octógono carregados sem poder andar. Jones teve apenas lesões em suas coxas, devido aos recorrentes chutes de Marreta.

Já o brasileiro rompeu todos os ligamentos do joelho esquerdo e alguns do joelho direito e só volta a lutar em 2020.

Fonte: ESPN

 

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