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Actualizado: há 3 horas 1 minuto atrás

Uma qualificação no futsal feminino, mais um estágio e o início do campeonato

12 horas 26 minutos atrás
Nem só no masculino existe êxito.

No futsal feminino, Portugal vai estar presente no primeiro campeonato da europa de futsal feminino.

Com as vitórias por 11-0, 3-1 e 12-0 frente à Sérvia, Finlândia e República Checa, respetivamente, as jogadoras portuguesas conseguiram qualificar-se para a fase final de forma imaculada. A competição vai realizar-se no próximo ano e espera-se que, à semelhança do que aconteceu nestes jogos de qualificação realizados em Oliveira de Azeméis, as partidas tenham transmissão televisiva.

É de destacar o facto de quando a partida frente à selecção finlandesa estava a terminar estarem cerca de 243 mil pessoas a assistir pela televisão. É, sem dúvida, um número interessante e que mostra o potencial existente na modalidade para atrair espectadores.

Inicio do campeonato Fotografia: Facebook Sporting Clube de Portugal

A 1ª jornada da Liga Sport Zone trouxe de regresso a emoção nas quadras por todo o país. Entre as esperadas vitórias dos dois principais candidatos à conquista do título – Benfica e Sporting, por 4-0 e 8-2, ao Leões de Porto Salvo e ao Belenenses, respetivamente – houve também algumas surpresas como os empates conseguidos pelas duas equipas recém-promovidas ao principal escalão nacional. O Viseu 2001 empatou 4-4 com o Unidos Pinheirense sendo que o Elétrico empatou a dois com a equipa da Burinhosa.

Nos restantes jogos, o Braga AAUM não foi além do empate frente ao Rio Ave, o Módicus/Glassdrive goleou a equipa do Fundão por 6-1 e o Futsal Azeméis derrotou a Quinta dos Lombos por 3 bolas a uma.

Na próxima jornada temos o destaque vai para o encontro entre Benfica e Futsal Azeméis, Burinhosa frente ao Fundão e a receção do Belenenses ao Rio Ave.

Aqui ao lado, na LNFS Fotografia: Facebook Inter Movistar

Mesmo no país vizinho também já começou mais uma liga. Depois de na Supercopa espanhola a equipa do Inter Movistar ter conquistado o troféu após vencer o Jaén Paraíso nas grandes penalidades, a equipa que é campeã há cinco épocas consecutivas entrou a vencer no campeonato. O português Ricardinho marcou dois dos cinco golos da equipa madrilena. Nos restantes jogos, o Barcelona, equipa vice-campeã do último campeonato, venceu a equipa do Ribera Navarra por 6-2, num encontro realizado no emblemático Palau Blaugrana, pavilhão da equipa do Barcelona.

A equipa do ElPozo Múrcia venceu por 5-3 frente à equipa Industrias Santa Coloma sendo que a equipa do Osasuna Magna, onde milita o guarda-redes português Edu Sousa, também não foi além de um empate.

E por falar em Edu Sousa… Fotografia: FPF

Foi anunciada esta terça-feira mais uma convocatória para a selecção nacional. Desta vez tem como objetivo ser um estágio de observação de novos jogadores no contexto de selecção.

Entre as presenças constam sete jogadores que estiveram presentes na conquista do campeonato europeu da Eslovénia em fevereiro deste ano: João Matos (Sporting), Nilson (Braga AAUM), Pedro Cary (Sporting), Márcio (AD Fundão), Bruno Coelho (Benfica), Tunha (Burinhosa) e o capitão Ricardinho (Inter Movistar).

As vagas foram ocupadas também por Fabinho (Módicus Sandim), Mário Freitas (AD Fundão), Tiaguinho (Braga AAUM), Tiago Cruz (Rio Ave) e Gonçalo Sobral (Quinta dos Lombos). Entre os convocados destaque para as estreias de Edu Sousa (Osasuna Magna) e Rui Pedro (Módicus Sandim).

O estágio terá lugar entre os dias 23 e 25 de setembro e vai ter lugar no Centro de Estágios de Rio Maior.

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Santa Clara e João Henriques, uma combinação ideal que tem futuro?

Ter, 18/09/2018 - 22:48
REGRESSO À PRIMEIRA LIGA MAS EM QUE CONDIÇÕES?

2018 marcou o regresso de uma equipa açoriana à Primeira Liga ao fim de quase duas décadas. Melhor, marcou o retorno do Santa Clara junto dos maiores de Portugal depois de uma luta dura, longa e de grande sofrimento na Ledman LigaPro, mas que terminou da melhor forma possível, com a tal promoção à Liga NOS ao fim de 16 anos.

No meio do rebuliço provocado por União da Madeira (o emblema madeirense tentou de tudo para evitar a descida, apesar dos vários problemas internos com jogadores e faltas de pagamento e salário) e Académico de Viseu, os açorianos sobreviveram e foram confirmados na Primeira Liga.

Entre o final da temporada e o início da pré-época, algumas coisas mudaram no plantel do Santa Clara, desde logo a saída de Carlos Pinto (o treinador da controvérsia, que foi o grande responsável pela promoção em 2017/2018) e a entrada de João Henriques, técnico que fez um bom trabalho pelo SC Leixões mas foi incapaz de salvar o Paços de Ferreira da descida à segunda liga.

A mudança não foi de todo negativa, até deve ser vista como uma troca positiva e que vai mexer com a forma de jogar dos açorianos para esta temporada, necessário para garantirem pontos essenciais na luta pela manutenção.

O ano passado assumiam uma postura reservada, de controlo de bola no meio-campo, sem subidas muito arriscadas dos extremos, onde o trabalho pelo centro do terreno era essencial para chegar ao último terço. Existia uma combinação de processos bem ágeis e simples que tornavam o Santa Clara uma formação equilibrada e desafiadora, merecendo justamente a subida por esses motivos.

Não foram o melhor ataque (3º/4º com 55 golos) nem a defesa mais segura (entre a 2ª e 6ª, com 40 golos sofridos), mas foram sem dúvida umas das formações mais consistentes durante toda a liga. Todavia, os bons argumentos da fase Segunda Liga não são suficientes para garantir a sobrevivência num campeonato mais rápido, onde existem desníveis entre orçamentos e qualidade de plantéis.

Nesse sentido para 2018/2019, João Henriques parece estar a adicionar alguns traços diferentes à formação açoriana sem descurar o trabalho que foi feito no plantel por Carlos Pinto. No encontro contra o SC Marítimo, na abertura da Liga NOS, os açorianos foram um osso duro de roer para a formação verde-rubra que até podia ter acabado da melhor forma não tivesse Amir defendido remates de Bruno Lamas, Rashid e Santana. Apesar da insistência ofensiva, um penalti mesmo no final do encontro ditou uma derrota no retorno à Primeira Liga.

Na Taça da Liga foram derrotados pelo Aves nas grandes penalidades depois de um 2-2 no tempo regulamentar… mais uma vez, foi a equipa que melhor atacou, com dois golos marcados perdendo essa vantagem na segunda metade da eliminatória.

Porém, a falta de frieza e segurança acabou por levar a uma igualdade. O que isto significa? Que existem pontos fracos preocupantes e que podem ser problemas nocivos à continuidade do projecto de João Henriques no Santa Clara, mesmo que estejamos ainda no início da competição.

Mas nos últimos encontros a situação melhorou de uma forma extraordinária: empate a três com o SC Braga, para depois ir a Portimão também conseguir um empate a dois. Nestes dois encontros estiveram a perder por uma desvantagem de dois golos, para depois recuperarem e conquistarem um precioso ponto. A primeira vitória na Liga NOS chegou na última jornada… 4-2, em casa, frente ao Boavista.

Jogo imenso de Osama Rashid, Bruno Lamas, Fábio Cardoso, Accioly e Thiago Santana para dar uma vitória categórica a João Henriques. Em quatro jornadas, 5 pontos amealhados, uma derrota nos últimos minutos de jogo e… muito tempo de futebol útil.

ERROS “NORMAIS” QUE PODEM CONDICIONAR A ÉPOCA?

Tanto na Vila das Aves, como no Estádio dos Barreiros, o Santa Clara foi permeável na sua faixa esquerda, abrindo boas possibilidades de ataque aos seus adversários que por acaso na Madeira não foram aproveitadas, mas ante a formação de José Mota a história foi diferente como já referimos.

Depois de chegar a um 2-0 confortável, os açorianos abriram espaço suficiente para a resposta do Aves que chegou através de perfurações pela lateral e insistência em centros rasteiros… o golo do empate por Braga, foi régua e esquadro das fraquezas do Santa Clara… bola colocada em profundidade pela direita, Rodrigo recebe, “passeia” pela ala e atira um cruzamento para os pés do médio. Não há dúvidas que é um problema neste arranque de temporada e talvez a questão não esteja tanto no lateral (Patrick à esquerda), mas sim no apoio prestado tanto pelo meio-campo defensivo como pelo extremo.

Parece muito fácil de analisar e de reparar, sendo que não há uma solução de simples aplicação, uma vez que para tal era necessário mudar o esquema táctico e optar por um pivô mais rápido, físico e estratégico… não avançando com essa ideia, é necessário que Pacheco e Rashid desenvolvam auxílio à defesa mais dinâmico e de maior acompanhamento aos seus colegas no eixo defensivo.

Outras fraquezas vão para a falta de mais frieza na hora de decidir junto da área ou na hora de colocar o esférico nos pés de Thiago Santana, o ponta-de-lança de serviço desde 2017. Notou-se nos jogos de início de época, uma falta de passes para dentro da área e de colocação de bola no homem mais à frente, o que confere algum sossego nesse aspecto aos adversários. Não ajuda que Santana tente ser ao mesmo tempo um combinador e um goleador.

Aliás, essa é outra questão deste Santa Clara, o facto do bomber brasileiro por vezes a actuar longe da sua área de incidência e não ter a velocidade de reacção suficiente para chegar à área logo no imediato.

Este “erro”, é por outro lado uma demonstração da solidariedade do elenco açoriano que procura mais o protagonismo colectivo do que individual, movendo-se bem como um bloco trabalhador.

Com o Boavista assistiu-se precisamente a esse pormenor, de uma constante compensação solidária do ataque açoriano, procurando fomentar não só bons passes a Thiago Santana (infelizmente vai estar afastado durante 5-6 meses), como originar entradas no ataque de Bruno Lamas, Osama Rashid, Fernando Andrade dando uma dimensão superior ao ataque.

Em suma, Bruno Lamas e Osama Rashid executam com qualidade o manobrar de jogo e lançamento de linhas de passe (o brasileiro podia arriscar um pouco mais em remates de longe, até porque tem qualidade nesse sector), Zé Manuel detém alguns argumentos na hora de criar problemas na cabeceira, os centrais combinam bem (Accioly tem 37 anos e é daqueles veteranos a respeitar) e Marco Rocha é seguro entre os postes (actuou pelo Trofense na Primeira Liga há 10 anos atrás). Uma equipa completa sem ter jogadores de alta craveira mundial.

João Henriques tem condições suficientes para garantir uma época calma para os lados de São Miguel, bastando para isso ter um pouco mais de sorte do que teve ao serviço do Paços de Ferreira. O CD Santa Clara é uma formação a respeitar, com um estádio carismático e com um plantel pouco conhecido mas esforçado, dedicado, trabalhador e motivado. Mas até que ponto o plantel actual baseado neste esquema de jogo mais “aberto” vai sobreviver a uma época dura na Liga NOS?

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Futebol Exótico 29# Os melhores guardiões da MLS e do Brasileirão

Ter, 18/09/2018 - 19:32
UM GUARDA-REDES PODE FAZER A DIFERENÇA EM QUALQUER JOGO

Já todos vimos jogos em que um dos guardiões decidiu ser protagonista num jogo? Seja por um “frango” decisivo seja por um par de defesas impossíveis que ajudaram a sua equipa, um guarda-redes pode sempre ser decisivo.

Na MLS e no Brasileirão isso não é diferente. Os melhores guarda-redes destas ligas ajudam as suas equipas a manter as redes intocáveis para alcançarem os seus objetivos! De Luis Robles dos NY Red Bulls a Marcelo Grohe do Grêmio, os destaques são vários!

O Futebol Exótico desta semana explora o que de melhor há nas redes norte-americanas e brasileiras. Para isso contamos com a ajuda do Rafa Ribeiro, autor do Fair Play e o Diogo Matos da MLS Portugal!

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Hamilton segura mais uma vitória

Ter, 18/09/2018 - 09:07

Lewis Hamilton está em plena forma! É o que tem de ser dito sobre a fantástica performance que o britânico teve durante todo o GP de Singapura. Antes do fim de semana e durante os treinos tudo apontava a um domínio dos Ferrari, mas Hamilton mudou completamente as regras do jogo.

Durante a qualificação Hamilton decidiu tirar os coelhos da cartola e fez uma perfeita e algo inesperada volta rápida para a pole position. A partir daí, saber-se-ia que a vitória estaria ao seu alcance, mas não se podia subestimar o andamento, este ano, superior dos Ferrari.

Só que na corrida, Hamilton voltou a ser Hamilton e dominou a seu belo prazer. Hamilton mostrou sempre o andamento que precisava, parecia, inclusive, que teria mais andamento no “bolso”, caso fosse preciso. Foi uma corrida longa, mas tranquila, que não teve um único momento de aperto para o Campeão do Mundo.

Atrás de si ficou Verstappen, que lutou muito com Vettel para ganhar esta posição, quer no arranque, quer na mudança de pneus. Verstappen usou o seu espírito combativo para sair das boxes e ficar milímetros à frente do piloto da Ferrari.

Vettel terminou em 3º e viu o fosso pontual ficar ainda maior. Depois de ter dito que a volta de qualificação de Hamilton tinha sido boa, mas não era imbatível, ficou no ar se Vettel teria assim tanto andamento no seu carro ou se estaria a fazer mind games.

Tendo em conta a estratégia de pneus mais macia e agressiva que a Ferrari utilizou, que nem assim levou o alemão a passar Verstappen, os comentários de Vettel deveriam ter sido apenas uma tentativa de pressão para Hamilton.

A luta pelo quarto lugar foi entre os “outros” pilotos das três equipas da frente, Bottas, Kimi Raikkonen e Ricciardo.  Durante esta luta, os três passaram a derradeira dezena e meia de voltas muitos juntos, em luta direta. Acabou por ser o piloto da Mercedes a levar a melhor, mas seguido de perto pelo seu compatriota.

Grande sétimo lugar para Fernando Alonso, que conquistou o lugar dos “vencedores do segundo pelotão”, depois duma corrida muito sólida, terminando bem na frente de Carlos Sainz, que o vai substituir na McLaren. A fechar o top 10 terminaram Charles Leclerc e Nico Hulkenberg.

Era suposto as duas últimas corridas terem sido dominadas pela Ferrari e Vettel, mas o vencedor em ambas foi Lewis Hamilton. Isso mostra o quanto nada está garantido na F1, mas mostra também o atual estado de espírito do inglês, que o está a fazer superiorizar-se aos restantes. Hamilton não tem cometido erros, ao contrário de Vettel, e por isso tem agora uma vantagem de 40 pontos.

As contas começam a ser muito favoráveis para Hamilton, mas ainda há muito por disputar. Hamilton pode estar preste a tornar-se no novo pentacampeão da F1, mas Vettel tem exatamente o mesmo objetivo e os erros do alemão podem ter servido para começar uma grande reta final de Campeonato.

GRANDE PRÉMIO DE SINGAPURA (foto: f1.com) CAMPEONATO MUNDIAL DE PILOTOS (foto: f1.com)

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O ataque da Seria A à conquista da UEFA Champions League.

Seg, 17/09/2018 - 20:43

Juventus, Nápoles, Roma e Inter são os representantes italianos na UEFA Champions League 2018/2019, voltando a colocar o futebol italiano no topo do futebol mundial, ao ser dos países com mais representantes na principal prova de clubes.

INTER vs Tottenham

O Inter é a primeira equipa italiana a entrar em acção na UEFA Champions League, e logo contra aquela que é na teoria a segunda equipa mais forte do grupo B, onde se encontram ainda Barcelona e PSV, fazendo deste um dos grupos mais equilibrados da prova.

A jogar em casa o Inter vai querer ter uma entrada, claramente, mais forte que a entrada que teve na Serie A onde alcançou apenas 1 vitória e 1 empate nas primeiras 4 jornadas, ocupando o 15º lugar.

Do outro lado da equipa de Milão estará uma equipa do Tottenham que procura regressar ás vitórias, depois da derrota frente ao Liverpool no seu reduto, e que contará com craques como Harry Kane ou Lucas Moura para contrariar a equipa italiana e bater Handanovic.

O Inter que não quer vacilar frente a um rival direto na luta por um lugar nos oitavos de final, espera que a dupla Perisic e Icardi consiga fazer estragos em Vorm, mas acima de tudo, os adeptos pretendem uma melhor capacidade defensiva da equipa.

Com uma média de 1 golo sofrido por jogo os italianos esperam que De Vrij e Handanovic principalmente, consigam manter a baliza a zeros, facilitando assim a tarefa da equipa mais para a frente.

O Inter vai precisar do melhor Icardi nesta Champions League (Fonte: beIN SPORTS) Estrela Vermelha vs NÁPOLES

O Nápoles, entre em acção na Sérvia, mas é em teoria a equipa do país da moda, que tem o adversário mais acessível pela frente.

O Estrela Vermelha até tem a curiosidade de ter mais Champions League conquistadas que dois dos restantes clubes do Grupo C, sendo um deles este mesmo Nápoles a que se junta o PSG. Apenas Liverpool tem mais títulos europeus que os sérvios.

No entanto, este Estrela Vermelha é claramente a equipa mais acessível do grupo, e com os rivais acima mencionados, perder pontos frente a esta formação pode ser um enorme contratempo para os transalpinos nas aspirações de repetirem a passagem da última época.

O Nápoles que se encontra no segundo lugar da liga a 3 pontos do inevitável líder, Juventus. No entanto, só a surpreendente derrota frente à Sampdoria impediu a equipa de Ancelotti de fazer o pleno.

Com Insigne sempre em destaque, juntamente com o polaco Milik, os adeptos só podem esperar uma entrada com personalidade e, acima de tudo, vitoriosa na estreia na UEFA Champions League.

Contra um Estrela Vermelha que se vai fechar atrás e tentar apostar tudo nos contra ataques rápidos, para aproveitar as subidas constantes na equipa italiana, nunca é demais alertar o Nápoles para as consequências de uma entrada em campo a esperar facilidades

Conseguirá Ancelotti fazer história no Nápoles? (Fonte: 90Min) Real Madrid vs ROMA

Se o Nápoles é a equipa italiana com o adversário mais acessível, é justo dizer que a Roma apanhou o adversário mais temível das últimas edições da Champions League, o todo poderoso e tricampeão europeu Real Madrid.

Depois da campanha incrível na temporada passada, com a equipa a conseguir chegar às meias finais da competição depois de ter feito uma reviravolta histórica frente ao Barcelona, os Romanos querem numa primeira fase ultrapassar o grupo que conta ainda com o CSKA e Plzen.

Olhando para o poderio dos restantes adversários no Grupo G, a qualificação é quase uma obrigação para os italianos, mas que podem em caso de surpresa no Santiago Bernabéu, alvejar o primeiro lugar e ter uma posição, teoricamente, mais confortável no sorteio dos oitavos de final, algo que pode facilitar uma chegada a fases mais adiantadas da competição.

A Roma que não teve um arranque positivo na Serie A, tendo só uma vitória na prova e empatando dois encontros, o último dos quais depois de ter estado a ganhar por duas bolas a zero.

Com muitos golos marcados e sofridos, a Roma quer continuar a contar com os golos de Dzeko na prova milionária, mas procura ainda que Olsen, esteja ao nível que Alisson Becker esteve na última temporada.

O ano passado foi assim, como será este ano para a AS Roma (Fonte: Vebloft) Valencia vs JUVENTUS

A Juventus inicia em Espanha aquela que é uma das campanhas onde os seus adeptos depositam todas as esperanças na conquista do troféu, uma vez que contam com Cristiano Ronaldo, o melhor marcador das últimas 6 edições da Champions League.

Com um arranque perfeito na Serie A, somando por vitórias os 4 jogos realizados no campeonato, e tendo visto o seu mais sonante reforço reencontrar-se com os golos na última partida e logo em dose dupla.

Instalada no Grupo H com o Manchester United e o Young Boys, para além deste Valencia, a Juventus sabe que uma vitória no terreno do Valencia abre ainda mais as probabilidades de sucesso neste grupo, onde é a grande favorita a acabar no primeiro lugar. Com um Young Boys a tentar surpreender, as deslocações a Inglaterra e a Espanha vão ser então os confrontos de maior dificuldade para a turma de Ronaldo.

Depois do bis, Ronaldo parece ter deixado para trás a ansiedade e entra com toda a força na prova que reinou nos últimos anos, mas ao serviço dos merengues.

Ronaldo já marcou, vem aí “ketchup”? (Fonte: Juventus)

Resta agora saber quais vão ser os resultados das equipas italianas nesta primeira jornada e quantas vão conseguir chegar ao final da fase de grupos em posição de passagem à próxima fase.

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Quem foi/é o melhor lutador de MMA de sempre do Mundo?

Seg, 17/09/2018 - 12:59

Há dias venho pensando quem seria o ícone das Artes Marciais Mistas. Entre tantos nomes que me vieram à cabeça, tive dificuldades em focar em 1 único lutador.

Na história do MMA!

Tivemos alguns candidatos ao posto de melhor das épocas. Podemos rapidamente citar alguns nomes como o do Kazushi Sakuraba. O Japonês fez lutas memoráveis pelo Pride Fighting Championships e praticamente fundou o UFC. Sakuraba é conhecido pela sua maestria no Wrestling Japonês, Grappling e Submission, além de ser chamado como Gracie Hunter, por ser o lutador que mais derrotou integrantes da Família Gracie, desenvolvedores do jiu-jitsu brasileiro.

Fonte: Barstool Sports

Com Royce Gracie por exemplo, tem a incrível marca da luta mais longa do vale-tudo moderno, quando no ano de 2000, após seis rounds de quinze minutos, Sakuraba cansou o seu oponente e a equipe de Royce jogou a toalha.

Um pouco mais novo, mas com muita notoriedade no desporte, podemos citar o ainda lutador russo, Fedor Emelianenko, Fedor é considerado por alguns o melhor das Artes Mistas. Lutadores como Caín Velásquez, Georges St. Pierre e José Aldo já confirmaram em entrevistas que concordam com essa afirmação. Emelianenko começou sua história em meados dos anos 2000, fazendo do Pride seu parque de diversões. Ele ficou praticamente uma década invicto e tem o mestre do MMA brasileiro Rodrigo Minotauro como seu maior ”Freguês” no desporte.

Fonte: MMa Mania

Com certeza, eu poderia passar o dia escrevendo sobre esses dois lutadores, ícones do MMA em seus países e que carregam milhares de fãs pelo mundo, mas acabei focando em um lutador brasileiro. Em grande dúvida, já que o Brasil é um celeiro de bons lutadores, tanto da nova quanto da velha geração, atletas que fizeram parte do começo do Pride, outros que desenvolveram o jiu-jitsu, dos Pesos-leves aos Pesos-pesados, de Wanderlei Silva a Vitor Belfort

Conversa de bar tem resultado…

Conversando com um amigo, também brasileiro e lutador Conrado Gavião, chegamos a uma conclusão. Quem moveu mais fãs para o desporto?

Quem quebrou recordes e foi o sujeito a ser batido durante anos por essa nova geração?

Caros amigos, irei brevemente falar sobre uma lenda, que ainda não aposentou-se formalmente, mas acredito estar muito próximo.

Fonte: mmafighting

Anderson Silva, também conhecido com The Spider, nasceu em 1975 e é ex-Campeão Peso Médio do UFC. Lutador de voz fina, muitas vezes até engraçada, dentro do octógono Anderson não dava margens para sorrisos. Pelo contrário, irreverente, era ele quem dava risada dos adversários, uma de suas artimanhas para desestabilizar o rival ainda em combate.

Quando tudo começou!

A base da arte marcial de Anderson começou muito cedo, quando logo aos cinco anos deu inicio às aulas de Taekwondo. Já faixa preta, especializou-se no Muay Thai e no Jiu-jitsu, tornando-se faixa preta e mestre em tudo que aprendeu. O lutador, que nasceu em Curitiba (capital do Paraná), viajou para a maior cidade brasileira, São Paulo, para tentar uma vaga em um time. No entanto, não se tratava de um time de lutas, e sim um time de futebol! O treinador logo reparou que seu forte era outro e o colocou para treinar na equipe de Boxe do clube.

Com uma rápida ascensão e com o surgimento de patrocinadores, Silva logo resolveu seguir a carreira do MMA. De 2000 a 2006, colecionou vitórias em diversas organizações que lutou como, Pride, Cage Rage, Meca e Shooto.

Fonte: pinterest

Em 2006, ele apareceu para o mundo quando entrou para time do, até então em crescimento, UFC. No mesmo ano, ”The Spider” consagrou-se campeão e detentor do cinturão que iria defender por mais de 11 lutas e um pouco mais de 7 anos, sempre invicto e quase sempre derrubando seus adversários sem pena. O crescimento da organização durante esse período foi evidente, muitos lutadores passaram a querer fazer parte dos cards, os eventos eram transmitidos mundialmente, fãs de todos os lados pagando pelas transmissões do PPV.

Anderson era quase sempre o centro das atenções, até que o reinado veio ao fim. Em 2013, Spider realizou uma luta com o então inexpressivo Chris Weidman, com quem nem queria lutar. Em entrevistas, Silva chegou inclusive a menosprezar o americano. Naquela noite, Anderson foi finalizado com um soco, chegando a anunciar aposentadoria, mas duas semanas depois, a revanche era marcada para o fim do mesmo ano.

Fonte: Sportv

Dana White, que já declarou ter Anderson Silva como o maior de todos os tempos, anunciou a revanche como a luta da história do UFC.

O trem descarrilhado.

Nada mais parecia dar certo para Spider que, na revanche, incrivelmente quebrou a perna ao tentar um chute baixo muito comum do Muay Thai. Assim, o lutador ficou sem o cinturão e sem luz no fim do túnel, já que daí em diante, nada mais fez sentido em sua carreira. Seus retornos foram marcados por doping, derrotas e apenas uma única vitória.

Aguardando o fim da punição por conta do doping, Anderson dedica-se a carreira de ator e tenta ”casar” uma luta histórica no boxe com seu maior ídolo, Roy Jones Jr.

Hoje aos 43 anos, Anderson Silva é muito contestado pelos lutadores, principalmente pelos que já foram suas vitimas. Teria ele, chegado aonde chegou fazendo uso de esteroides anabolizantes? Infelizmente, Silva não é o primeiro e nem será o último desportista que espera chegar ao fundo do poço, para finalizar sua carreira. Provavelmente, se tivesse feito isso em seu auge ou após as derrotas contra o americano Chris Weidman, hoje teríamos uma lenda incontestável.

Fonte: Goiás News

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O grito dos Springboks em terra de “kiwis”- Rugby Championship 2018

Seg, 17/09/2018 - 00:22
GOLPE SUL-AFRICANO DURO, IMPREVISÍVEL… MAS MERECIDO?

Estocada, não final mas a necessária para o reerguer dos Springboks, que foram até Wellington derrotar os bicampeões do Mundo e do Rugby Championship por 36-34. Mas realmente até que ponto uma vitória pode mudar o rumo negativo dos acontecimentos do rugby sul-africano?

Auxiliará, em parte, a confiança de e em Rassie Erasmus que após o jogo com a Austrália (derrota num encontro pobre e com vários erros de parte a parte) foi algo criticado pelas escolhas que optou por. Agora, fez o improvável, o inimaginável até para alguns, com uma vitória fenomenal em terras neozelandesas que será relembrado como umjogo para mais tarde recordar.

Para os sul-africanos o será porque foi a vitória contra o tal improvável, depois de mais 20 minutos a defender dentro dos seus últimos 30 metros, com avalanches e ensaios dos All Blacks que não foram suficientes para mudar o destino final do jogo; e para os neozelandeses que terá de servir de tábua de aprendizagem não só pelos erros caricatos como pelos “soluços” de liderança em momentos cruciais.

Olhemos, por um momento, para as estatísticas:

All Blacks: 33 defesas batidos, 9 quebras de linha, 3 penalidades, 633 metros conquistados, 205 corridas com bola, 75% de posse de bola, 79% de território, 3 minutos nos 22 adversários e realizaram 46 placagens, para falharem 10

Springboks: 10 defesas batidos, 8 quebras de linha, 10 penalidades, 245 metros conquistados, 59 corridas com bola, 25% de posse de bola, 21% território, 1,26 minutos nos 22 adversários realizou 226 placagens, falhando 33

Ou seja, a equipa que mais fez para ganhar em termos de conquista de território, domínio dos vários parâmetros de jogo, mais engenho na hora de tirar o placador da frente e até mais tempo de ocupação nos 22 adversários saiu derrotada. Contudo, há um factor decisivo para reflectir: tanto tempo dentro dos 22 e tanta posse de bola não significaram ensaios e pontos no placard.

Como isso aconteceu? Por um lado, os jogadores de Steve Hansen cometeram erros decisivos no controlo da oval (o tal handling), com 7 perdas de bola para a frente nos últimos 5-10 metros da defesa sul-africana, alguns de forma inacreditável como aconteceu comTuipulotu ou Ioane. Maus passes e más decisões mancharam o ataque mais vibrante e agressivo dos All Blacks em alturas decisivas do jogo.

Todavia, o outro lado foi fundamental: a defesa da África do Sul. E esta defesa não se fica só pelas constantes placagens nos últimos metros, principalmente em cima da área de ensaio onde não só existiu o aspecto de enviar o adversário para trás (nem Whitelock ou Ardie Savea fugiram a estes viranços) como também de não fazer faltas na linha de defesa (zero penalidades por fora-de-jogo)… mas como dizíamos não se ficou só por isso como também pela defesa activa e de reacção ao ataque neozelandês em jogo aberto.

Ou seja, as interceptações aos passes mal “inventados” por Jordie Barrett e Anton Lienert-Brown. O nº15 dos All Blacks demonstrou que está muito longe do nível a que se exige nesta selecção, com claras “culpas” no ensaio de Dyantyi (andou por trás, invés de surgir rapidamente na linha) para depois ainda piorar a imagem com aquele passe mal concebido a partir de um alinhamento.

Invenção ao máximo deu o ensaio da reviravolta sul-africana. Já o de Lienert-Brown foi um misto de inteligência de Cheslin Kolbe (quando lançado ninguém o pára) e de pouca clarividência do centro que numa situação de dois para um, atira um passe para as mãos do ponta suplente.

Um misto de erros estonteantes e imprivisiveis (novamente esta palavra fica bem associada ao que se passou em Wellington) “queimaram” a estratégia dos All Blacks que andaram sempre atrás do prejuízo durante 60 minutos. A África do Sul mal atacou, demonstrando que não tem bons processos ou dinâmicas ofensivas consistentes, optando por se entregar à placagem, contra-ruck e reacção rápida.

Os boks foram solidários na linha, nunca abriram espaço, acreditaram sempre no compromisso de equipa e endureceram perante uma equipa que confia excessivamente que consegue ir buscar a vitória nas combinações e movimentações e não em pontapés.

Foi extraordinário ver Pieter-Steph du Toit (24 placagens), Warren Whiteley (20 placagens), Franco Mostert (24 placagens) ou Siya Kolisi (18 placagens)  a desdobrarem-se e a irem buscar os seus adversários constantemente em todo o comprimento do jogo.

Beauden Barrett falhou também dois pontapés de conversão frontais e, em parte, tem culpa no resultado final. Todavia, como Ryan Crotty, Samuel Whitelock, Scott Barrett, Jack Goodhue, Ben Smith foi dos melhores em campo no que toca ao jogo jogado… faltou que os asas Sam Cane e Liam Squire participassem mais no jogo (estiveram completamente ausentes durante grande parte do encontro), que Rieko Ioane explodisse na linha nas jogadas através de alinhamentos ou de um Anton Lienert-Brown mais forte na leitura ofensiva.

Rassie Erasmus devolveu “dentes” aos Springboks com um contra-ataque mortal, uma genialidade em saber lutar na linha de defesa e uma paciência só à altura das grandes selecções mundiais. Conseguirá Steve Hansen responder daqui a umas semanas ou os All Blacks vão tropeçar mais do que se espera?

LEDESMA UNE, DELGUY DESLUMBRA E E FOLAU ENGASGA

Começamos pelo fim… Israel Folau esqueceu-se que o rugby é um jogo de equipa e que o excesso de protagonismo pode não só tirar um ensaio ou até uma vitória, como pode ditar o fim de uma série de processos numa selecção, pois Michael Cheika está neste momento sob grande pressão.

Um passe que não saiu, um ensaio que se perdeu e uma derrota que atirou a Austrália para o último do grupo a duas jornadas do fim, para além de caírem para um histórico 7º lugar no ranking da World Rugby. Os Pumas mereceram a vitória pela defesa que apresentaram na segunda parte e pela genialidade no ataque esboçada nos primeiros 40 minutos.

A Argentina foi novamente uma selecção “predadora” no breakdown, com oito turnovers de raça que puseram Kurtley Beale desesperado por bolas mais rápidas a partir do ruck… nem o incrível Will Genia conseguiu dar velocidade depois de três ou quatro fases, encontrando diversos problemas na organização do ruck muito por culpa da falta de clareza na limpeza deste sector.

David Pocock tentou responder na mesma “moeda” e até salvou dois ensaios em cima da linha, só que não foi o suficiente para dar outra vida a uma Austrália partida a nível de processos ofensivos.

Kurtley Beale mexe bem no ataque, mas está longe de ser um organizador nato como o é Bernard Foley, ficando-se mais pela criação espontânea de dinamismos no ataque ou no esboçar de linhas mais “caóticas” mas difíceis de ler. Nesse sentido, ter Israel Folau e Marika Koroibete permite dar outra versatilidade a esse tipo de situações mais rápidas e instintivas e até se deram alguns lances mais fantásticos do encontro a partir dessas movimentações.

Mas faltou consistência, unidade e ligação entre alguns sectores dos Wallabies que ficaram assim ainda mais “reféns” de uma Argentina dura na hora de placar, que apresentou uma resposta defensiva sempre genial e inteligente para pôr termo à liberdade de Genia no jogo rápido.

Agustin Creevy aproxima-se da sua melhor forma, com turnovers rápidos para depois sair logo de seguida para o ataque, semeando o “pânico” na defesa dos Wallabies que não conseguem, de forma alguma, se encontrar.

Os Pumas têm identidade, sabem o que é união e de como se usa o colectivo para ganhar jogos… a Austrália por outro lado é francamente superior à África do Sul ou Argentina em qualidade geral do XV, todavia não sabem nem parecem querer saber do sentido de jogo em grupo, do trabalho em colectivo e de como é será o XV que os guiará às vitórias. O individualismo em excessivo é derrotável e a Argentina de Ledesma provou que é através de sinergias comuns que se pode atingir outro patamar.

A Argentina continua a fazer bom uso das movimentações do três-de-trás, com Boffelli, Delguy (está numa forma assombrosa este ano e o ensaio aos 36′ foi só uma pequena demonstração da sua qualidade) e Moyano a articularem-se bem. A somar a isto, há Nicolás Sánchez que vai também regressando ao seu melhor e já está a morder os calcanhares de Beauden Barrett na lista de melhores pontuadores.

Como reagirá a Austrália na África do Sul? E a Argentina consegue fazer o impossível contra os All Blacks?

EQUIPA DA SEMANA: Steven Kitshoff, Codie Taylor, Ben Franks, Franco Mostert, Samuel Whitelock, Pablo Matera, Pieter-Steph du Toit, Warren Whiteley, Will Genia, Nicolas Sanchez, Bautista Delguy, Jeronimo de la Fuente, Jack Goodhue, Ben Smith e Dylan Haylett-Petty

JOGADOR DA SEMANA: Bautista Delguy (Argentina)

PONTUADOR MÁXIMO: Nicolás Sánchez (Argentina) com 12 pontos

MELHOR ENSAIO: Israel Folau (Austrália)

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Rugby Lab 39# Recordar o Mundial com Nuno Mascarenhas e Duarte P. Gonçalves

Dom, 16/09/2018 - 21:55
O BRONZE QUE MERECIA TER SIDO OURO COM NUNO MASCARENHAS E DUARTE P. GONÇALVES

O Mundial de Rugby “B” de sub-20 já está para trás mas os feitos de Portugal não podem ser esquecidos até pela dimensão que têm atingido nos últimos anos. Nuno Mascarenhas e Duarte Pinto Gonçalves fazem parte desta geração que passou por grandes momentos.

O talonador do GDS Cascais e o ponta do CDUL participam no nosso podcast semanal que retorna com uma conversa sobre o grupo, o espírito de união, o trabalho árduo e o futuro numa modalidade amadora em Portugal.

Ouve, participa e deixa uma palavra aos internacionais sub-20 da Alcateia portuguesa!

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Futebol à Portuguesa 6# Do Santa Clara pró-jogo e as desilusões normais

Dom, 16/09/2018 - 21:22
ENQUANTO NÃO TEMOS A 5ª JORNADA, TEMOS OS PORMENORES

A Liga NOS recomeça já neste próximo fim-de-semana e será altura de ver quem beneficiou mais com a pausa para selecções, especialmente os emblemas que estão a fugir a todo o custo da descida de divisão: Portimonense, Tondela, Aves e CD Nacional vão entrar melhor?

Mas e aqueles que tem-nos deslumbrado até aqui como os açorianos do CD Santa Clara ou os nortenhos do CD Feirense? Realmente a equipa de João Henriques é das que tem mais tempo de útil de jogo? E o Feirense pode desafiar as probabilidades?

Este é o nosso Futebol à Portuguesa, acompanha o que temos para dizer da Liga NOS!

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Sporting160: pós-eleições, o que reformular e o que fazer?

Dom, 16/09/2018 - 20:53
DEPOIS DAS MESAS DE VOTOS, AS MESAS DE NEGOCIAÇÕES

É o início de uma nova era e ao fim de uma semana de liderança, Frederico Varandas continua a estreitar relações com a sua administração, atletas, treinadores e funcionários do clube de Alvalade. Mas qual será o maior desafio pós-eleições do novo Presidente do clube?

Por outro lado, José Peseiro continua a não dar “problemas” à direcção do clube com um início de temporada imaculado e que tem dado alguma esperança aos adeptos dos verde-e-brancos. Conseguirá o técnico português convencer as bancadas?

Estes e outros temas no Podcast do costume sobre o Universo leonino aqui no Fair Play

Sporting160 is on Mixlr

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Portugal de regresso ao Double-Scull Ligeiro nos Campeonatos do Mundo de Remo

Dom, 16/09/2018 - 20:07

Terminou hoje de manhã mais um Campeonato do Mundo de Remo, em Plovdiv na Bulgária. Como sempre houve regatas emocionantes e muitas surpresas, mas as condições de vento que se fizeram sentir deixaram algumas tripulações e equipas descontentes, como foi o caso da dupla nacional de Afonso Costa e Pedro Fraga, que competiram em double-scull peso ligeiro (LM2x).

Este ano a equipa foi renovada, com a entrada de Afonso Costa no barco, depois de Pedro Fraga ter remado durante 13 anos (2004-2017) com Nuno Mendes, onde atingiram vários pódios e duas participações olímpicas. A última participação em Campeonatos do Mundo de Portugal neste barco foi em 2015 com um 5º lugar na final C (17º lugar).

Esta equipa, que conjuga a extensa experiência de Pedro Fraga e a juventude de Afonso Costa, tem vindo a dar bons sinais de evolução, com um 10º lugar no Campeonato da Europa este ano e entrada na Programa de Preparação Olímpica do Comité Olímpico Português.

Em 2018, e às portas da classificação olímpica no próximo ano, o objectivo era conseguir chegar às semi-finais (12 primeiros), mas a prova dos quartos-final ficaria marcada por protestos de várias equipas que se sentiram prejudicadas pelas condições de vento lateral que se fizeram sentir. A equipa portuguesa, que se tinha qualificado directamente da eliminatória para os quartos-final, foi uma dessas equipas.

A própria organização admitiu as condições injustas para as várias tripulações das pistas 1 a 3, principalmente, chegando a cancelar as provas seguintes e em também em carta, após os protestos apresentados. Mesmo assim, decidiu não repetir as provas em questão e manter os resultados. Das 12 equipas apuradas para as semi-finais, das 24 a competir nos quartos-final, apenas a Irlanda e Bélgica corriam nas pistas 2 e 3, tendo todas as outras corrido nas pistas 4 a 6, mais favoráveis.

Mesmo assim, a equipa nacional seguiu em frente e encarou com toda a seriedade e confiança a semi-final C/D, conseguindo uma prova muito forte e garantindo o apuramento para a final C, que dava a classificação do 13º ao 18º lugar, entre 26 participações.

Na final C, com equipas com muita história nesta categoria, como a França (país campeão do mundo em 2017) ou Dinamarca (com forte tradição no remo ligeiro), a equipa lusa classificaria-se em 6º lugar (18º lugar na geral), numa prova que teve uma luta centímetro a centímetro com a equipa da Suiça.

Decerto que o detalhe dos quartos-final deixou a incerteza, se em condições iguais, a equipa teria conseguido chegar às semi-finais e entrar no Top12 da prova. Mas o objectivo final será a qualificação olímpica no próximo ano, que se mantiver o modelo dos últimos ciclos olímpicos, implicará uma entrada no Top11 no próximo Campeonato do Mundo.

Tentaremos obter algumas declarações da equipa de Afonso Costa e Pedro Fraga, assim como do treinador José Velhinho que tem treinado e acompanhado a equipa nacional.

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Top 14 – O que se jogou até à 4ª Jornada

Dom, 16/09/2018 - 16:58
Os campeões em título

Comecemos pelo Castres Olympique, campeão em título, que tem até agora apresentado um plano de jogo semelhante ao do ano passado. Reforçou-se com Scott Spedding vindo do Clermont e com Yann David do Toulouse e perdeu apenas um jogo contra o Toulon. Uma equipa combativa e humilde que não tem nem de perto nem de longe as estrelas que outros clubes do Top 14 dispõem, sendo ainda assim muito díficil de bater quando joga em casa. Veremos o que nos reservam até aos playoffs sabendo que até lá muito pode mudar.

 

Os eternos candidatos

O Clermont continua invicto esta época e começa a mostrar que é um sério candidato ao terceiro título da sua história (já em finais perdidas são 4). A competitividade interna terá aumentado com a chegada de Nanai-Williams e de Moala e a disputa para o lugar 9 entre Parra e Laidlaw deve “aquecer” os treinos. Para além disso contam com uma média superior a 40 pontos por jogo o que facilita a exigência do treinador de defesa (só podem sofrer a volta dos 30 se continuarem assim). Veremos se este fôlego inicial não se dilui para que quando os jogos forem a eliminar o Clermont possa voltar a triunfar. Veja no vídeo a vitória contundente em casa do Racing 92.

Os camiões de estrelas

O RC Toulon ainda não conseguiu impor o seu jogo. Depois de uma vitória à tangente contra os campeões em título, veremos se o ânimo dos comandados de Patrice Collazo é suficiente para ganhar em Paris contra o Stade Français. Reforçados com dois All Blacks experientes, Liam Messam e Julian Savea, esperam-se resultados mais interessantes de uma equipa que viu reformarem-se alguns jogadores como Fernandez Lobbe, Habana e Vincent Clerc. Depois de duas finais perdidas em três anos, Mourad Boudjellal, o presidente do clube quererá certamente outro desfecho para a época que agora se iniciou. As dificuldades do Toulon foram logo expostas na primeira jornada no jogo contra o Racing 92.

 

O trio que vai causar dissabores

Lyon, Stade Français e Pau são até ao momento as equipas que mais dificuldades têm causado aos seus adversários sem que se tivesse a contar com isso. Isto é, vão estragar muitas festas nos próximos tempos. Com um percurso diferente nos últimos anos, Lyon e Pau claramente ascendente, o Stade no sentido inverso, têm jogado de forma mais consistente e entusiasmante. As três equipas reforçaram-se em posições chave e parecem ter subido o standard interno. É enorme a expectativa dos adeptos em ver se as suas equipas conseguem manter o nível de jogo inicial ou perceber se a profundidade dos plantéis mais apetrechados fará a diferença mais no final da época.

Á hora deste artigo decorria o jogo Stade Français vs Toulon relativo à 4ª Jornada.

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Top 3 – Treinadores de destaque no 1º turno do Brasileirão

Sáb, 15/09/2018 - 19:18

Estamos na última das três publicações sobre os destaques do 1º turno do Brasileirão. Assim como já falamos dos jogadores de melhor performance, e depois de termos citado os três guarda-redes, chegou a hora de conhecer aqueles que comandam suas equipas da beira do relvado. É importante citar que a escolha dos treinadores se deve ao desempenho do 1 turno do Campeonato Brasileiro, excluindo-se desempenhos em Copas (Copa do Brasil e Taça Libertadores da América, por exemplo).

Seja por conseguir extrair o máximo de seus jogadores, ou por encaixar um bom sistema tático ao longo da competição, estes treinadores merecem destaque por deixar suas equipas no topo da tabela do Brasileirão ao término do 1º turno. Não por coincidência, abordaremos neste capítulo final os nomes dos três treinadores que deixaram suas equipas nas três primeiras colocações da competição nacional, já que as campanhas desenvolvidas por Aguirre (São Paulo), Barbieri (Flamengo) e Hellmann (Internacional) resultaram em uma excelente pontuação.

Aguirre (Diego Vicente Aguirre Camblor)

Equipa: São Paulo
Idade: 53 anos (13/09/1965)
Nacionalidade: Uruguaio

Diego Aguirre (Foto: John Vizcaino/Reuters)

Diego Aguirre chegou ao São Paulo em um momento conturbado da equipa. Recém terminado o campeonato Paulista (em que a equipa foi eliminada nas semi-finais para o rival Corinthians) e posteriormente eliminado pelo Colón (ARG) na Copa Sul-Americana, havia novamente o temor em ter mais um ano difícil a frente. Porém, a postura do treinador foi de inserir os jogadores em um contexto maior, principalmente de garra e vontade durante os jogos. A mentalidade, aliada ao fortalecimento do setor defensivo, foram peças chave para o crescimento do tricolor paulista na competição.

Foram somente duas derrotas na primeira metade do campeonato, ambas fora de casa, o que fizeram do São Paulo a equipa a ser batida em seu estádio, o Morumbi. Desde que assumiu o São Paulo, foram 34 jogos (18V, 9E e 7D), e um aproveitamento de 61,76%, maior do que os últimos treinadores da equipa, entre elas Dorival Jr. e até Rogério Ceni. Fato é que o uruguaio, bem respaldado pelo trio de diretores que a equipa construiu para este ano (com Raí e Lugano, ídolos tricolores, além de Ricardo Rocha, ex-jogador do clube), conseguiu dar uma identidade a postura da equipa, e um padrão de jogo há muito tempo exigido pelos seus adeptos.

Barbieri (Maurício Nogueira Barbieri)

Equipa: Flamengo
Idade: 36 anos (30/09/1981)
Nacionalidade: Brasileiro

Maurício Barbieri (Foto: Fox Sports)

Barbieri é considerado um dos treinadores da nova geração de comandantes no Brasil. Conhecido em terras portuguesas, chegou a fazer estágio nas categorias de base do FC Porto, em contato com Mourinho durante o vitorioso ano de 2004. Fez boa campanha com o Red Bull Brasil em 2014, promovendo a equipa para a 1ª divisão do campeonato Paulista, e chegou ao Flamengo no início de 2018, para fazer parte da comissão técnica permanente do rubro negro.

Começou o Brasileirão como treinador interino, após saída de Paulo César Carpegiani, e teve sua efetivação confirmada em Junho deste ano, muito pela boa campanha desenvolvida no Brasileirão. Pelo Fla, possui 36 jogos (18V, 11E e 7D), com aproveitamento de 60,2%. Mesmo terminando o 1º turno perdendo a liderança para o São Paulo, conseguiu se manter a caça do líder, e poderá disputar o título até o fim do ano, se conseguir gerir o bom elenco da equipa carioca, como vem fazendo.

Hellmann (Odair Hellmann)

Equipa: Internacional
Idade: 41 anos
Nacionalidade: Brasileiro

Odair Hellmann (Foto: Ricardo Duarte/Internacional)

Odair Hellmann está sendo muito elogiado pelo crescimento da equipa ao longo do ano. Se em 2017 o colorado brigava para retornar a Série A do Brasileirão, agora em 2018 pode lutar pelo título da 1ª divisão. Sua carreira como treinador é de 2010, sempre pelo Internacional. Começou na equipa sub-17, até se tornar treinador temporário da equipa principal, em 2015, substituindo justamente Diego Aguirre quando este foi demitido do Inter. Assumiu novamente ao fim de 2017, conquistando o acesso a Série A.

Em 2018, foi efetivado no cargo, seguindo tendência de outros clubes, que também efetivaram seus auxiliares (Como Jair Ventura então no Botafogo, Carille no Corinthians e outros). Tendo na bagagem o ouro olímpico pelo Brasil em 2016 (como auxiliar técnico de Rogério Micale), conseguiu fazer do Internacional uma equipa muito equilibrada. Já dirigiu a equipa em 43 jogos (24V, 11E e 8D) com 64,34% de aproveitamento, o que o faz o treinador deste Top3 com mais jornadas a frente da sua equipa, mesmo que no Brasileirão tenha o mesmo número de jornadas que os demais.

 

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A caminho da Bundesliga com selo de garantia “MLS”

Sáb, 15/09/2018 - 12:42

São jovens, irreverentes, atuam na Major League Soccer e têm todo um continente europeu atento a eles. Se Alphonso Davies já foi apresentado como reforço do Bayern Munique, Tyler Adams tem vindo a ser associado com insistência ao RB Leipzig. Seja no próximo ano ou num futuro um pouco mais distante, a verdade é que é apenas uma questão de tempo até os jovens canadiano (no caso de Davies) e norte-americano (no caso de Adams) passarem a brilhar nos grandes palcos europeus.

 

Alphonso Davies – Do campo de refugiados no Gana até à glória em Vancouver

 

Quem vê a felicidade que Alphonso Davies emana quando está dentro de campo, dificilmente imagina aquilo pelo qual o jovem de 17 anos já passou. Filhos de pais liberianos que tiveram de deixar o país devido à guerra civil, o atual jogador dos Vancouver Whitecaps nasceu num campo de refugiados no Gana. Após cinco anos a viver em condições difíceis na cidade de Accra, a família de Davies integrou um programa de realojamento e acabou por se fixar na cidade canadiana de Edmonton. Depois de um período de adaptação, no qual iniciou o seu percurso escolar, o jovem Alphonso começou a destacar-se em equipas da sua cidade, acabando por se mudar para a residência dos Vancouver Whitecaps com 14 anos. Em fevereiro de 2016, o extremo tornou-se o jogador mais jovem a marcar um golo na USL e, em julho, assinou contrato profissional com os Vancouver Whitecaps, tudo isto com 15 anos.

Apesar de ter apenas 17 anos, Alphonso Davies é já um destaques da MLS (Fonte: Sky Sports)

Após oito jogos e uma assistência na edição 2016 da MLS, Alphonso Davies começou a ser aposta mais regular para Carl Robinson na temporada seguinte. Em 2017, o prodígio canadiano apontou quatro golos e fez três assistências em 36 jogos (somatório de todas as competições), isto para além de se ter estreado pela seleção principal do Canadá, onde soma três golos em sete jogos. Se dúvidas existiam quanto ao talento de Alphonso Davies, o atleta de 17 anos tratou de as dissipar este ano. Com seis golos e oito assistências em 27 partidas até ao momento, Alphonso Davies tem-se assumido como um dos jogadores mais desequilibradores da Major League Soccer. Atleta extremamente rápido e com boa capacidade física, o extremo dos Whitecaps tem na polivalência- já chegou a ser utilizado com lateral-esquerdo-, uma das suas armas. Para atingir níveis de topo, Davies tem apenas de melhorar a tomada de decisão, vertente do jogo na qual ainda comete alguns erros.

Depois de ser confirmado como reforço do Bayern Munique por um valor a rondar os 11 milhões de euros (valor recorde na MLS), Alphonso Davies vai ingressar no clube alemão em janeiro de 2019, numa altura em que já terá completado 18 anos. Numa altura em que Robben e Ribery já estão na fase descendente da carreira, terá o jovem canadiano nascido no Gana a capacidade de ser a nova estrela do Bayern Munique?

 

Tyler Adams- “The Beast” made in New York Red Bulls

 

Fazendo uma viagem da Conferência Oeste para a Este, mais concretamente para Nova Iorque, encontramos um dos jogadores mais entusiasmantes da Major League Soccer. Um ano mais velho do que Alphonso Davies, Tyler Adams vai-se assumindo como uma das maiores promessas (se não mesmo a maior, isto tendo em conta que Pulisic é já uma certeza) do futebol norte-americano.

Nascido na cidade de Nova Iorque, o camisola 4 dos New York Red Bulls ingressou na academia do clube aos 12 anos. Depois de percorrer mais de 100 quilómetros diariamente durante vários anos entre casa e as instalações da formação nova-iorquina para treinar, o jovem de 19 anos viu o seu esforço recompensado quando, em 2016, se estreou na Major League Soccer. No ano seguinte, Tyler Adams assumiu-se com titular na equipa na altura orientada por Jesse Marsch, tendo marcado dois golos e feito cinco assistências em 35 jogos, isto para além de se ter estrado pela seleção principal dos EUA. A presente temporada tem vindo a correr de feição ao médio “todo terreno” dos Red Bulls, isto na medida em que soma já um golo e quatro assistências em 30 partidas.

Depois de se ter estreado pela seleção dos EUA frente a Portugal, Tyler Adams apontou o seu primeiro golo frente ao México (Fonte: SB Nation)

Dotada de uma maturidade incomum para a tenra idade que apresenta nos documentos de identificação, Tyler Adams possui uma inteligência tática enorme. Apesar de não ser muito alto (1,76), a capacidade física é uma das suas maiores qualidades (é até tratado por “Beast” por alguns companheiros), sendo, constantemente, um dos jogadores que mais corre nas partidas que disputa. O conhecimento tático anteriormente referido permite-lhe jogar em mais do que uma posição, não sendo de estranhar vê-lo jogar como médio-centro ou mais descaído para a ala direita.

Apesar de ainda não ter sido oficializado qualquer negócio, o internacional norte-americano tem sido associado com insistência ao RB Leipzig, sendo muito provável que esta seja a última temporada de Adams na MLS. Será Adams o novo líder do meio-campo dos Estados Unidos da América?

 

Artigo escrito por Diogo Matos, administrador e fundador da página MLS Portugal.

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Uma crise à italiana

Sex, 14/09/2018 - 16:33

Pedro Sousa é autor do projeto Bola na Relva e colaborador do Fair Play!

As minhas respostas assentam numa lógica. A seleção que conquistou o Mundo em 2006 está a passar por uma crise profunda na formação de jovens jogadores. Faltam Pirlos, Gatussos, Tottis, Del Pieros….

Todos sabemos que o futebol italiano, a nível de clubes, não respira os melhores ares há muitos anos. A chegada de Cristiano Ronaldo veio colocar o futebol transalpino nas bocas do Mundo. Mas o que é que isso contribui, no imediato, para a seleção do país Campeão do Mundo em 2006? Nada. Olhámos para a formação dos grandes clubes de Itália e não vemos jovens jogadores a destacarem-se. Tirando Donnarumma e Federico Chiesa, os italianos não contam com mais nenhum jovem prodígio no seu plantel.

Nestes últimos dois jogos para a Liga das Nações conseguimos ver a falta de qualidade, mais ofensiva, que esta seleção apresenta. Immobile é um bom jogador, mas não chega ao patamar de Totti ou Del Piero. Estou a exagerar na comparação? Não. As seleções de topo mundial têm avançados da mesma qualidade destes dois craques que já penduraram as botas. Mas para alimentar estes jogadores é preciso alguém a fornece-los. Jorginho é craque, mas parece que nesta equipa está muito distante do “ultimo passe”.

Jorginho é uma das esperanças desta nova Itália (Foto: Sporting News)

Verratti ainda não “explodiu”. Cristante, Bonaventura, Lorenzo Pellegrini são bons jogadores, mas não passam disso. Para não ser duro na comparação e não comparar com os campeões do mundo de 2006, estes três jogadores, nem sequer cabiam nos convocados para o Euro 2016.

A reformulação alemã que a Itália precisa

Quem não se lembra do hat-trick de Sérgio Conceição frente à Alemanha no último jogo da fase de grupos do Euro 2000? A seleção germânica saiu nessa fase e iniciou um plano de reformulação do seu futebol. Começou pelos clubes.

A Federação Alemã de Futebol obrigou todos os clubes da primeira divisão e segunda a terem um centro de formação certificado. Isto foi uma medida de sucesso e teve o impacto que todos conhecemos. Para além disso, os clubes foram obrigados a apostar nos jovens que eram formados nessas academias.

Desde a geração de Pirlo que a Itália nunca mais conseguiu sucesso (Foto: Shaka Tribune)

No futebol italiano isso não acontece nos dias de hoje. Podem ter academias de formação, mas será que tem o modelo certo para fazer crescer os jovens italianos? Não parece. Os atletas que saem da formação não apresentam qualidade suficiente para fazer crescer novamente o futebol italiano, o que faz com que os emblemas transalpinos recorram ao estrangeiro para recrutar jogadores.

Esta lei do mercado prejudica, claramente, a seleção de futebol. Por isso, a Federação Italiana de Futebol tem de tomar medidas drásticas para levar, novamente, a sua seleção ao patamar que chegou em 2006. A concorrência está cada vez mais forte e isso faz com que a reformulação seja uma obrigação.

O futebol italiano parou no tempo e tarda em mudar

Ninguém pode culpar os treinadores da Serie A por não apostarem em jovens. Eles lançam novos jogadores? Não. Tem culpa? Também não. As camadas jovens dos clubes pararam no tempo. Já ninguém forma um Totti, um Del Piero, um Maldini, um Nesta e muitos outros. Já ninguém coloca uma equipa cheia de italianos a jogar na Serie A. Preferem investir no “anónimo”.

Um jogador de qualidade duvidosa que chega e começa a ganhar balúrdios. Quem sofre com isso? A seleção italiana. Temos o caso dos grandes de Milão. Inter e AC Milan estão a passar por crise de identidade. O emblema neurazuri, desde de Mourinho, não tem expressão no Calcio e muito menos na Europa.

O seu rival direto já sofre deste mal desde da saída de Pirlo para a Juventus. Esta seca de títulos por parte destes dois clubes levou os presidentes a investirem muito, mas mal. A prioridade deixou de ser apostar no italiano.

Está a Itália pronta para atacar o Euro 2020?

A Liga das Nações é uma prova nova, mas que está a ser muito valorizada pelas federações dos países europeus. A Itália arrancou a competição com um empate em casa frente à Polónia e uma derrota frente a Portugal. Apostar na conquista desta competição parece arriscado. Por isso, como diz o ditado, mais vale dar um passo atrás para dar dois em frente.

Voltarão os italianos ao sucesso de outrora? (Foto: Hindustan Times)

Aproveitar esta prova para criar uma equipa parece ser medida mais correta. Roberto Mancini terá de formar um núcleo duro para atacar a qualificação para o Euro 2020. Não será tarefa fácil, pois falta matéria prima para isso. O futebol italiano tem de refletir e preparar-se para a mudança.

O Euro 2020 pode ser algo muito prematuro e depois destas duas amostras na Liga das Nações, comprova que será muito cedo apontar baterias para 2020. É a Itália? Sim. É um colosso? É. Tem história? Tem. Mas falta-lhe mudar e recuperar a identidade italiana.

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Retrospectiva da Superfinal da Liga Europeia: Parte I

Sex, 14/09/2018 - 15:26

Desta vez, o troféu permaneceu em solo transalpino, atendendo às quatro vitórias muito sofridas, mas igualmente merecidas de uma seleccção italiana de alma renascida, capaz de explorar plenamente o imenso valor do seu plantel e corresponder da melhor maneira ao apoio entusiástico do público nas bancadas. Na segunda posição ficou a grande sensação da época: a Espanha, equipa que contabilizou por vitórias todos os jogos da Liga Europeia até à final. No jogo decisivo, porém, a magia do MVP Llorenç foi insuficiente para evitar umas grandes penalidades que se revelariam amargas para o conjunto espanhol. Portugal, por seu turno, pareceu regressar à sua melhor forma em Alghero, ficando porém arredado da final nesta ocasião, ainda que tenha logrado assegurar o 3º lugar do pódio perante a Rússia. Os czares acabaram mesmo por ser a grande desilusão da prova, apesar de a sua disciplina táctica e organização colectiva serem próprias de um colosso europeu e mundial.

Itália vence 13 anos depois

A selecção italiana quebrou um enguiço que já durava há 13 anos: desde 2005 que a Squadra Azzurra não conquistava a Liga Europeia, tratando-se da única conquista continental do futebol de praia italiano até à data. Sendo uma equipa irregular, capaz de grandes prestações nos momentos mais inesperados, mas também das maiores desilusões em grandes torneios, a Itália sempre foi uma equipa que integrou o leque exclusivo das melhores equipas do continente, nunca falhando uma Superfinal e apurando-se para todos os mundiais excepto 2013 (quando Portugal e Suíça também não se qualificaram para o mundial do Taiti). A irregularidade italiana explicava-se por alguma desorganização defensiva e indefinição táctica, frequentemente colmatadas pela disponibilidade física e primazia técnica dos seus jogadores. Se a era de Maximiliano Esposito trouxera uma Itália mais disciplinada em diversos momentos, onde o talento dos seus executantes vinha ao de cima, o curto reinado de Massimo Agostini (que lhe sucedeu em 2017) pareceu trazer de volta um pouco da anarquia verificada em anos anteriores.

Porém, desta feita, a liderença de Del Duca em 2018 trouxe ao de cima o melhor do futebol de praia italiano, sabendo tirar partido da qualidade fenomenal de um plantel de luxo e traçando um modelo de jogo simples, mas eficaz, que se provou letal quando posto em prática pela vontade e crença transalpinas. É verdade que a Itália nem sempre manteve os índices de concentração quando deveria tê-lo feito, nem sempre revelou a consistência defensiva porventura recomendável para um campeão europeu e perdeu vantagens importantes durante as partidas contra Ucrânia e Bielorrússia que poderiam ter colocado em causa o seu acesso à final. No entanto, é sempre importante realçar o mérito das outras selecções numa Superfinal que reúne a fina flor do futebol de praia continental e, acima de tudo, a prontidão da resposta italiana, cujos voluntariosos jogadores mostravam sempre possuir uma energia adicional para buscar a vitória mesmo quando o cronómetro se aproximava do final da partida.

As grandes vitórias também se constituem assim: coesão de grupo, espírito de entreajuda e crença até ao último segundo, pelo que o título europeu fica entregue em boas mãos. Sem dúvida devemos realça a forma extraordinária de Gabriele Gori e Dario Ramacciotti, porventura os elementos mais desequilibradores dos Azzurri. No entanto, o equilíbrio do plantel complementado por jogadores com menor andamento internacional, como Chiavaro e Palazzolo, representou igualmente um ponto chave no sucesso desta Itália, onde os golos decisivos provieram de todos os atletas. Uma equipa que partia do 3:1 clássico, tirando partido do poder de pivôs como Gori e Zurlo, mas também da velocidade e acutilância dos alas, à boa maneira do futebol de praia de outros tempos. Inclusivamente o 2:2 italiano, empregue com frequência mas sem exageros, mostrava-se bem oleado, conferindo maior profundidade e largura de jogo ao ataque italiano, com os passes a saírem com a rapidez e precisão necessárias para o sistema se revelar desequilibrador.

Na final, um jogo muito tenso frente à equipa espanhola seria decidido nas grandes penalidades, onde a defesa final de Del Mestre coroaria uma excelente prestação na prova (tal como a do seu colega de posição Carpita). Se é certo que, como um todo, nenhuma das equipas se superiorizou à sua congénere e nenhuma das duas merecia perder, não é menos verdadeiro que a Itália se mostrou uma equipa colectivamente mais equilibrada e não tão dependente do talento de um só jogador, caso de Llorenç na Espanha. No fim de contas, a entrega, a solidariedade e a magia do futebol de praia espectáculo levaram os comandados de Del Duca a sagrar-se campeões europeus. Quando assim acontece, a modalidade agradece.

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José Mourinho, um caso de ódio (in)explicado

Qui, 13/09/2018 - 18:02

A chegada de José Mourinho a Old Trafford veio concretizar um desejo e um namoro de há vários anos, com todos os intervenientes do futebol inglês a concordarem que se tratava de algo inevitável. A saída de Ferguson do leme dos “Red Devils” deixou um vazio no banco do United que Moyes e Van Gaal foram incapazes de colmatar. Faltavam títulos, faltava atitude, faltava arrogância, e quem melhor do que Mourinho para devolver essa glória a um gigante adormecido? Mas uma incógnita persistia: estaria Mourinho capaz de controlar a sua personalidade conflituosa e iniciar um reinado de longos anos?

Problemas filosóficos

A Direção do United não conseguiu colocar o dedo na ferida e compreender verdadeiramente a fonte dos problemas que assolam atualmente o clube (e que são os mesmos de há 3 anos atrás). Ferguson tinha uma maneira de trabalhar e gerir a equipa do Man Utd que parece não ter lugar no futebol atual. Fergie não era um treinador, era um manager, e esta diferença não se prende apenas com o nome, mas estende-se à própria filosofia de gestão do clube e para a qual a direção do clube não estava preparada.

Cada treinador tem as suas valências específicas e vertentes do Desporto onde são mais fortes e apenas dois ou três treinadores se aproximam do perfil que Ferguson apresentava, com Mourinho à cabeça. O “velho escocês” não era um prodígio tático e, curiosamente (ou não), os seus grandes sucessos apareceram nas épocas em que tinha melhores jogadores. Ferguson era, no entanto, um mestre na gestão das relações interpessoais e na descoberta de novos talentos e na sua potenciação. O português não foge muito a este perfil, alterando-se o foco da descoberta de novos talentos para o aproveitamento do já existente e no seu “espremer” até ao tutano.

Como todos os grandes treinadores, também tinha grandes jogadores (Fonte: Goal.com)

O problema é que a Direção parece não compreender que a contratação de Mourinho não acarretava apenas e só a contratação de um treinador, mas sim a alteração de todo o paradigma de gestão do clube, tendo de abdicar de partes da mesma que poderiam não querer abdicar (como o controlo das contratações), bem como um investimento mais avultado do que aquele que foi feito com os seus antecessores, algo que voltaria para assombrar o português…

A Falácia do Investimento

Os clubes apenas vencem quando têm os melhores jogadores. Esta verdade “la palissiana” parece ter sido esquecida nos últimos anos, onde o foco se voltou para os modelos de jogo e para as rotinas técnico-táticas. Se é verdade que, em última instância, são os modelos que definem os vencedores entre equipas de valia semelhante, antes de chegarmos a esta discussão é necessário que as equipas se equiparem. E urge terminar com uma falácia que rodeia o plantel do United: não está recheado de jogadores de classe mundial, muito menos é comparável ao dos seus rivais diretos.

Mourinho herdou um plantel de Van Gaal com enormes lacunas e pouquíssimos jogadores de classe mundial. Jogadores como Daley Blind, Schweinsteiger, Schneiderlin, Rooney e Depay mostraram não estar à altura para estes voos e o papel do português foi o de limpeza do plantel. Poderão discutir a legitimidade do português para a mesma, mas a verdade é que passados 3 anos, os jogadores que foram dispensados por Mourinho não conseguiram almejar a mais do que clubes de segunda linha europeia ou até a Liga MLS.

Apesar de ser indiscutível aos olhos dos adeptos, Rooney foi incapaz de singrar no Everton e está agora na MLS… (Fonte: Skysports)

Os que ficaram, como Phil Jones, Marcos Rojo, Darmian, Smalling, Martial, Fellaini, entre outros, demonstraram ser muito curtos para um clube da dimensão do United. Um exercício rápido de análise destes jogadores faz-nos perceber que não teriam lugar em qualquer um dos rivais do United e o seu destino seria, também, o de singrar num clube de segunda linha europeia.

É óbvio que Mourinho não está isento de culpas na incapacidade de retirar o melhor de jogadores como Juan Mata, Ander Herrera, Luke Shaw ou até de Pogba, mas este é o mesmo Mourinho que transformou Lingard e Rashford em importantes (ainda que ambos tivessem dificuldades em afirmar-se no 11 dos rivais), dar uma nova vida a Valencia, Young e Fellaini.

É também óbvio que Mourinho investiu muito e nem sempre bem: Bailly e Lindelof parecem ter sido erros de casting, com ambos a custarem cerca de 30M€; Pogba ainda não fez nada que justificasse os 100M€ que o United investiu em si (apesar de o francês achar que sim); Mkhitaryan foi um flop (apesar de o continuar a ser no Arsenal); e Sánchez parece longe do craque que se mostrou em Wembley.

O arménio continua a ser figura marginal, apesar do seu enorme talento (Fonte: Independent)

Diga-se o que se disser, uma análise dos plantéis dos adversários demonstram uma maior profundidade que não é passível de ser obtida com 3 idas ao mercado, mas que vem de uma estabilidade prévia do clube, com maior matéria prima para trabalhar. Apenas Liverpool partia da mesma posição que o United e, até agora, tem ficado atrás do United…

Ilusões de Grandeza

O que nos leva a um problema estrutural que afeta muitos clubes europeus, como AC Milan, Inter de Milão, Sporting CP, Valência, Lyon, Schalke…, que é a sensação de uma relevância desportiva que já não existe. Todos os clubes vivem de títulos e de resultados, algo que o United não tem desde a saída de Ferguson.

Nos últimos 10 anos, o Manchester United conquistou 2 títulos da Premier League (ambos conquistados por Alex Ferguson), 4 FA Community Shield, 1 FA Cup, 1 Liga Europa e 2 Football League Cup. Destes 12 títulos, Mourinho foi responsável por 3, Van Gaal por 1, Moyes por 1 e Ferguson por 7. Desde a saída de Ferguson que o United nunca havia terminado a Liga acima do 4º lugar e a classificação mais baixa fora o 7º lugar no ano de Moyes (2013/2014). Quanto a competições europeias, apenas Mourinho foi capaz de trazer mais um troféu (inédito na história do clube), num ano em que o clube nem se qualificara para a Champions League.

O saudosismo deturpa a memória: o holandês não era nem mais simpático, nem praticava melhor futebol nem contratava melhor que Mourinho (Fonte: Skysports)

Parece claro que o United deixou de ser um clube intocável no futebol europeu e, até no futebol inglês, algo que os adeptos e a própria direção do clube teimam em não compreender. A história não ganha títulos, não convence jogadores (basta ver a nega que Boateng deu ao United este mercado de Verão) e não traz futebol bonito sem paciência da massa adepta. O clube precisava de títulos e Mourinho conseguiu-os. Se o futebol é bonito (que não é), é uma discussão distinta, mas os problemas de base do United são mais profundos do que a beleza com que a equipa vence em campo: é mesmo a falta de resultados em campo, e que Mourinho contrariou, que denotam a incapacidade de lidar com uma nova realidade de um clube que sempre foi grande.

As Fake News

A história de Mourinho em Inglaterra é bem mais antiga do que 2015 e Mourinho está ainda a pagar pela sua chegada meteórica a Terras de Sua Majestade. A sua postura agressiva, as suas frases controversas, as críticas abertas aos órgãos de Comunicação Social e até aos árbitros transformaram o português numa figura explosiva que contrastava com o clima de Fair Play que reinava em Inglaterra.

Mourinho nunca mudou e as suas passagens por Milão, Madrid e o seu regresso a Londres foram pautadas por controvérsias desnecessários e momentos tristes por parte do técnico português. Parece claro que o seu ingresso no United transformaria o português num dos alvos preferenciais da CS, sedenta de vingança. Para além disto, o panorama futebolístico inglês alterou-se, fruto também do advento das redes sociais. Tal como em Portugal, existem muitos programas de análise futebolística, mas estes com grande ênfase nas componentes ed análise das equipas e não de fait divers. O que não invalida que os intervenientes, como Carragher, Neville, Ferdinand, Giggs, Gerrard, entre outros, não possuam a sua agenda própria e influenciem a opinião pública acerca do que é “bom” e “mau” futebol.

Um já falhou de forma esclarecedora num clube europeu, o outro nem sequer teve a oportunidade de tentar… (Fonte: TEAMtalk)

O Futebol Apoiado é a nova Moda e existe um esforço coletivo por parte dos “entendidos” em Futebol de o passar como a única forma de praticar o Desporto. E é, então, normal que treinadores com modelos de jogo aborrecidos mas eficazes, como Mourinho, se apresentem como os vilões que atrasam o desenvolvimento do Desporto num País que há muito perdeu a preponderância e importância de Fundador do Futebol. Este fenómeno é transversal a todos os Países, e apenas assim se justificam os ataques cerrados a treinadores como Mourinho enquanto treinadores como Klopp, Emery e Tuchel, que falharam em momentos capitais com as suas grandes equipas, se consigam esquivar a críticas tão cerradas por parte da Imprensa.

Mourinho pôs-se a jeito, mas nada justifica um enxurrilho de notícias como aquelas que foram lançadas no último mês acerca do português, desde a derrota com o Burnley (em cada ponto pode clicar para aceder a uma notícia correspondente ao que falamos):

Mas no meio desta comoção toda, pouco se fala da ausência de contratações sonantes para o clube, algo que os seus rivais não se coibiram de fazer, apesar do seu historial de investimento, da falta de caráter dos seus jogadores, com Pogba a falar de atitudes inadequadas em jogos que terminam em derrotas, do momento de comunhão do português com os adeptos no final do jogo com o Tottenham…

Existe uma clara tendência da Comunicação Social para alvejar Mourinho, um alvo fácil, por sua própria culpa. Mas é também importante que o adepto saiba respeitar quem já provou vezes sem conta o seu valor e que saiba distinguir o trigo do joio no que toca a notícias, num momento da História onde tudo é digno de manchetes e urge vender. Se Mourinho é perfeito e está ao nível dos seus adversários? Não e pode nunca mais lá retornar. Se é o melhor treinador que o United poderia ter neste momento? Sim, apesar dos delírios de grandeza que fazem os adeptos acreditar que qualquer um faria um melhor trabalho que um dos melhores treinadores de todos os tempos. Nas palavras de Mourinho:

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Liga dos Campeões e a História dos “nossos” rivais: Galatasaray, Schalke 04 e Lokomotiv

Qui, 13/09/2018 - 14:48
GALATASARAY

“ O nosso objetivo é jogar juntos como os ingleses, ter uma um nome e uma cor e vencer todas as equipas não turcas”

Ali Sami Yen, Fundador do Galatasaray

Ali Sami Yen juntou-se aos colegas de líceu e juntos fundaram o Galatasaray SK, no dia 30 de Outubro de 1905. A origem do nome Galatasaray remonta ao nome da escola secundária,  Galata Sarayı Enderûn-u Hümâyûn (Escola Imperial do Plaácio de Galata). O nome Galata  é o nome do bairro medieval genovês da cidade de Istambul (atualmente, bairro de  Karaköy). Por outras palavras, Galatasaray significa literalmente “Palácio de Galata”.

Segundo algumas fontes históricas, o clube foi batizado de Galatasaray por causa de um jogo contra uma equipa grega local. Nesse jogo, o Galatasaray venceu por 2-0 e os esspectadores chamaram a equipa de “Galata Sarayı efendileri” (“Senhores do Palácio de Galata”). E após este jogo, eles adotaram este nome e passaram a chamar ao clube de “Galata Sarayı”.

Em 1905, durante a era do Império Otomano, os clubes turcos não podiam ser registados oficialmente, mas, após a Lei de 1912 de Associação, o clube foi registado legalmente.

LOKOMOTIV MOSCOVO

O Lokomotiv Moscovo é o único dos “grandes” de Mosocov que nunca conquistou o campeonato nacional da União Soviética. As suas conquistas de campeão nacional remontam todas ao período pós-perestroica.

O Lokomotiv foi fundado como Kazanka (Moskovskaya-Kazanskaya Zh.D) em 1922. O Kazanka reuniu os melhores jogadores de futebol que trabalhavam nas linhas ferroviárias de Moscovo e mudou o nome para KOR (em portugues, Clube da Revolução de Outubro) em 1924.

Em 1931 volta ao seu nome antigo de Kazanka. Passados 5 anos, em 1936, o adota o nome atual, Lokomotiv (significa Locomotiva em português). Durante o governo comunista, o Lokomotiv Moscovo fazia parte da Sociedade de Desportos Voluntários do Lokomotiv e era propriedade do Ministérios de Transportes Soviético.

Em 1936, o Lokomotiv estreou-se no Campeonato da União Soviética, na época existiam dois campeonatos sazonais no país, o da primavera e o de outono. O clube contava com os melhores jogadroes do Kazanka, entre os quais estavam alguns dos melhores jogadores soviéticos da época, como Valentin Granatkin, Nikolay Llyin, Alexey Sokolov, Piotr Terenkov, Mikhail Zhukov, Llya Gvozdkov e Ivan Andreev. O primeiro sucesso nacional chegou neste mesmo de 1936, os ferroviários bateram o Dinamo Tbilisi na final da Taça da União Soviética.

SCHALKE 04

O sucesso do Schalke 04 remonta ao período mais negro da história da Alemanha. Durante o governo nazi, o Schalke 04 conquistou 6 vezes o Campeonato Alemão e foi duas vezes finalista vencido.

Com a chegada de Hitler ao poder em 1933, o futebol não escapou ás mudanças que ocorreram em toda a sociedade alemã. As ligas de futebol são reorganizadas, o Schalke 04 começou a jogar na “Gauliga Westfalen” (Liga Regional da Vestefália), uma das 16 ligas regionais estabelecidas para substituir as inúmeras ligas regionais e locais. O Schalke venceu todas as edições do Campeonato da Vestefália, no total venceu 11 vezes consecutivas, entre 1933 e 1944.

O clube nunca perdeu um jogo em casa na “Gauliga Westfalen” e apenas foi derrotado em seis jogos fora de casa. Ficou invicto na liga regional em 1936, 1937, 1938, 1939, 1941 e 1943, este era um sinal claro do domínio do Schalke a nível regional mas também foi a nível nacional.

O primeiro título nacional do Schalke aconteceu em 1934, na final derrotou o Nuremberga por 1-0. Na época seguinte, o campeão da Vestefália e da Alemanha, renovou o título de campeão nacional, desta feita a vitima foi o Estugarda que foi derrotado por 6-4.

Entre 1939 e 1942, o Schalke jogou todas as finais do Campeonato, e venceu por três vezes. Três dessas finais nacionais foram jogadas contra clubes austríacos – Admira Viena, Rapid Viena e First Viena, equipas essas que passaram a jogar na “Gauliga Ostmark” após pós a incorporação da Áustria ao III Reich, através do Anschluss de 1938.

Schalke 04 (Foto: Getty Images)

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Diário do Treinador: como planear uma época com ajuda de Pedro Vital

Qui, 13/09/2018 - 11:08

Estamos no início de mais uma época desportiva, em que o trabalho dentro das equipas recai essencialmente na planificação da próxima época por parte dos treinadores.

O planeamento é fundamental para conseguirmos ter linhas orientadoras que permitam realizar um bom trabalho. Foi no curso de Grau 1 que o comecei a ter noção da sua importância, através do dossier de estágio.

Cada Treinador tem a sua visão de Jogo, a sua forma de analisar os treinos/jogos, avaliar jogadores, etc. Esta diversidade de pensamentos trás diferentes formas de planeamento, por sua vez, cada equipa acaba por desenvolve a sua própria identidade.

Pela minha experiência, nos escalões de formação os objectivos devem assentar na aprendizagem/progressão dos princípios básicos do jogo e skills. Desta forma os nossos treinos são elaborados, única e exclusivamente, para que cada jogador evolua correctamente. Temos de orientar todas as nossas atenções para que os jogadores chegam aos escalões de competição com o máximo de competências adquiridas e consolidadas.

Nos escalões de competição, o número de variáveis a incluir no planeamento aumenta. Existe uma maior exigência nos objectivos propostos dentro da equipa pela inclusão dos quadros competitivos e consequente procura de resultados positivos. Para além dos skills e princípios básicos de jogo que temos de continuar a desenvolver, o planeamento passa a ter factores como o modelo de jogo, a condição física, as “set pieces”, entre outros.

Ou seja, nos escalões de competição mesmo tendo mais treinos por semana, temos de ter uma maior coordenação e reflexão sobre as prioridades e necessidades da nossa equipa, tornando o planeamento mais complexo.

No planeamento que tenho vindo a desenvolver nos últimos anos, baseio-me em alguns factores que ajudam a orientar as necessidades mais imediatas da equipa e outros que ajudam a ajustar os processos de treino a médio prazo:

  • Conhecimento do Plantel (só conhecendo bem os jogadores à nossa disposição é que conseguimos programar correctamente as necessidades da equipa e o nível de treino que podemos implementar);
  • Quadro Competitivo (permite-nos criar os micro/meso-ciclos tendo uma noção das intensidade que podemos aplicar nos treinos);
  • Avaliação/Reflexão constante dos Treinos e Jogos (o planeamento está em constante alteração. Só com uma reflexão constante, conseguimos ajustar de uma forma correcta o nível actual da equipa e o que ainda é necessário trabalhar)
  • Análise de Jogo (ferramenta ainda pouco utilizada pelas nossas equipas técnicas, mas pode trazer muitos benefícios na avaliação individual e colectiva).

Resumindo, será assim tão importante planearmos a época? Até que ponto o desenvolvimento dos jogadores não está directamente ligada a um bom planeamento?

Estas são perguntas que temos de fazer enquanto treinadores. O método de como desenvolvemos o nosso planeamento, os objectivos que criamos, são fundamentais para um processo de ensino-aprendizagem muito diversificado e com uma linha condutora.

O planeamento feito no início da época cria condições para os nossos atletas terem uma visão do que vai ser desenvolvido, mas é ao reajustarmos constantemente as progressões desse planeamento que aumentamos a probabilidade de os nossos atletas terem sucesso na sua evolução enquanto Jogadores de Rugby!

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Inês Henriques – Estar no local certo à hora certa não é (apenas) sorte

Qui, 13/09/2018 - 11:00

Este artigo foi redigido pela página Planeta do Atletismo, dirigido por Pedro Pires! Visita a página acedendo por este link: Planeta do Atletismo

RECORDES E HENRIQUES, UMA PARCERIA DE SUCESSO

Foi no dia 13 de Agosto de 2017 que Inês Henriques, na altura com 37 anos, alcançou a maior conquista da sua carreira até ao momento.

Nesse dia em Londres, a atleta de Rio Maior alcançou a medalha de Ouro nos Campeonatos Mundiais, sendo a primeira mulher da história a fazê-lo nos 50 km Marcha, melhorando também o recorde mundial. Antes, a atleta já havia alcançado o primeiro recorde mundial da distância e este ano foi a Berlim alcançar a medalha de Ouro nos Europeus de Berlim, tornando-se assim a primeira campeã europeia da história da disciplina.

Vozes afirmam que Inês Henrique tem a sorte de estar no local certo à hora certa: de ter fraca concorrência por todas as atletas terem sido apanhadas desprevenidas pela inclusão da distância no programa feminino. E se é verdade que a história dos 50 km Marcha no feminino está apenas agora a começar, também é verdade que esse começo em muito se deve a Inês Henriques e ao seu fiel treinador e companheiro de longas batalhas, Jorge Miguel – ele próprio uma das maiores figuras do Atletismo nacional e um nome que é sinónimo de marcha atlética.

Ambos foram incansáveis e ambos provaram que para estar no local certo à hora exata não basta ter sorte. É preciso procurá-la e trabalhar para que a oportunidade surja.

A história de Inês Henriques no Atletismo não é, como bem sabemos, recente. Com mais de 26 anos no nosso desporto, Inês foi uma atleta sempre ao nível da elite internacional, com bons resultados e com marcas de relevo nos 20 km Marcha, onde alcançou uma 7ª posição em Campeonatos Mundiais (Osaka 2007) e uma 8ª posição em Campeonatos Europeus (Barcelona 2010). Além disso, na prestigiante World Race Walking Cup, Inês foi Bronze nos 20 km em Chihuahua 2010, além de um 8º lugar em Roma 2016 e um 9º em Saransk 2012.

A nível nacional, foi por 4 vezes campeã nacional dos 20 km Marcha e 5 vezes na metade dessa distância. Ainda assim, no final dos Jogos Olímpicos do Rio em 2016, o final da carreira era uma possibilidade para a atleta portuguesa, que na altura já tinha 36 anos e que esperava mais do que o 12º lugar alcançado nesses Olímpicos.

Inês decidiu continuar, pelo menos, mais um ano, fazendo um balanço anual se valeria a pena continuar no Atletismo ou não. O convite do seu treinador Jorge Miguel para experimentar a distância mais longa foi bem recebido por Inês, mesmo antes de saber que a distância poderia vir a fazer parte do programa oficial.

Os 50 km há muito que existiam no programa masculino – em 1932 já fazia parte do programa olímpico – mas sempre estiveram de fora do programa feminino. A luta das mulheres para a inclusão da distância teve nos últimos anos o rosto da norte-americana Erin Taylor-Talcott e o advogado Paul DeMeester, luta da qual Inês Henriques e o seu treinador também têm feito parte, existindo neste momento a pretensão de incluir os 50 km marcha no feminino nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020.

No início de 2017, a IAAF deliberou que qualquer performance abaixo dos 4:30 seria considerada válida para recorde mundial, ao contrário do que antes acontecia nesta distância da marcha atlética.

Inês Henriques, que já tinha aceitado o repto do seu treinador, queria mais e tinha confiança que poderia correr abaixo dos 4:06, a marca de qualificação masculina para os Mundiais, o que lhe permitiria estar presente em Londres numa prova mista. Uma quebra numa fase adiantada da prova levou a que terminasse em 4:08:26, ainda assim o tempo mais rápido que alguma mulher havia feito na história e o primeiro recorde mundial oficial da distância.

Inês Henriques com o primeiro Ouro em Mundiais e um apetecível prémio monetário pela obtenção do recorde mundial (Foto: Getty Images) PRIMEIRA EM PORTUGAL… E AGORA DO MUNDO

A IAAF, sob ameaça do caso passar para a barra dos tribunais sob a acusação de “discriminação de género”, acabou por ceder e, a apenas 3 semanas dos campeonatos, confirmou a introdução do género feminino na distância nos Mundiais de Londres, com direito a medalhas, caso fossem cumpridos determinados critérios a nível de marcas. Aí Inês Henriques foi uma das 7 participantes e voltou a bater o seu recorde mundial, desta feita correndo em 4:05:56, uma marca agora abaixo dos 4:06 e tornando-se a primeira campeã mundial da história!

Neste momento, Inês já não tem o tempo mais rápido do mundo – esse pertence à jovem chinesa, de 24 anos, Liang Rui com 4:04:36 em Taicang desde Maio deste ano – mas a portuguesa voltou a fazer mais história este ano, ao sagrar-se a primeira campeã europeia da história, em Berlim, com uma marca de 4:09:21, numa prova disputada sob muito complicadas condições climatéricas e que contou já com 19 atletas europeias.

Para 2020, o caso será diferente, pois será analisado e tratado pelo Comité Olímpico Internacional, mas tal como Inês Henriques confidenciou recentemente, a luta continua e o mesmo advogado continua a tratar do caso, agora com o objetivo Tóquio 2020.

Perante tudo isto, é importante reconhecer que vivemos uma época especial nos 50 km Marcha e, logicamente, Inês Henriques tem a felicidade de poder estar presente e viver esta época que lhe permitiu afirmar-se como o primeiro grande nome da distância no feminino. No entanto, resumir as suas conquistas a sorte ou a um acaso do destino, é desmerecer em muito os feitos da atleta portuguesa que tem uma carreira que fala por si.

Independentemente do número de atletas praticantes da disciplina e distância no momento, a verdade é que Inês Henriques se tem destacado e foi a detentora de duas marcas de recorde mundial, é a atual campeã mundial e a atual campeã europeia e isso nunca ninguém lhe poderá tirar.

A inteligência de Inês Henriques e de Jorge Miguel de terem antecipado cenários e de se terem preparado para o que poderia vir não deve ser visto como algo caído de para-quedas. Foi algo estudado, preparado minuciosamente, trabalhado arduamente e com resultados visíveis para a atleta e para o desporto nacional.

É também uma lição do quão importante é o planeamento na carreira dos atletas e de como a experiência – neste caso, do técnica e da atleta – pode fazer toda a diferença no alcance do sucesso de forma orientada, calculada e racional, com os pés bem assentes na terra.

Se em breve veremos marcas abaixo das 4 horas? Não tenho qualquer dúvida acerca disso, mas isso é a evolução do desporto e não desmerecemos campeões de pista da década de 80, mesmo que os tempos tenham sido muito inferiores aos de hoje. Se é para fazer questões utópicas, porque não fazer uma outra que poderá ter mais significado: até onde poderia Inês ter ido a nível de marcas se a oportunidade tivesse aparecido antes, numa fase não tão adiantada da sua carreira?

Não temos resposta para isso, mas temos a certeza que, pelo menos, nos próximos dois anos ainda muito iremos ouvir falar de Inês Henriques e que a mesma continuará a batalhar como sempre nos habituou. Dentro e fora de competição.

Mais uma estreia a primeira campeã europeia (Foto: Getty Images)

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